![]() Presidente chileno e ministro italiano manifestam apoio a Bolsonaro O ex-candidato à Presidência do Chile José Antonio Kast, que concorreu ao cargo no ano passado, também manifestou apoio e deverá fazer uma tour pelo Brasil em defesa de Bolsonaro, segundo o jornal La Tercera. Kast é conhecido por sua defesa da ditadura do general Augusto Pinochet (1973-1990). https://veja.abril.com.br/politica/pres ... bolsonaro/ |
Mundo
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Re: Mundo
"Se aproveitaram da minha astúcia" - VELOSO, Caetano
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Re: Mundo
https://www1.folha.uol.com.br/mundo/201 ... ista.shtml
Ao comentar à Folha o programa de repatriação lançado pelo mandatário venezuelano, Nicolás Maduro, o ex-prefeito opositor David Smolansky usou dados :
"Para cada cem venezuelanos que o regime manda de volta, são 5.000 que saem todos os dias. Não tem comparação. Enquanto continuar a ditadura, o êxodo vai continuar."
Fora de seu país desde setembro de 2017, quando chegou ao Brasil após ter sua prisão decretada na Venezuela por não impedir manifestações em El Hatillo, um dos municípios de Caracas, David Smolansky foi indicado pela OEA (Organização dos Estados Americanos) para uma comissão sobre a crise migratória envolvendo seus compatriotas.
O trabalho busca mapear a situação dos milhares de emigrantes que estão em países das Américas, a maioria dos cerca de 1,9 milhão de venezuelanos que deixaram seu país, segundo a ONU, desde 2015, quando começou a se aprofundar a escassez de comida e de remédios.
O lançamento do grupo foi feito com viagens em agosto a dois pontos da fronteira: a cidade colombiana de Cúcuta, principal porta de saída terrestre da Venezuela, e o estado brasileiro de Roraima.
Ele considera crítica a situação na fronteira com a Colômbia e cita o caso dos refeitórios da Igreja Católica, em que o número de refeições fornecidas passou de 2.000 em abril para 10 mil em agosto.
A visita ao Brasil ocorreu dias depois da expulsão violenta de 1.200 venezuelanos feita pela população de Pacaraima, que também destruiu os espaços que os abrigavam.
"Nenhum venezuelano está indo embora porque quer. Os milhares de venezuelanos que hoje estão deslocados são pela falta de comida, pela falta de remédios, pela falta de segurança, pelo colapso da economia, e pela perseguição política", afirmou.
No tocante ao combate à xenofobia, ele pede a ajuda dos governos e da sociedade civil dos países receptores : "Apesar de as manifestações xenofóbicas serem minoritárias e isoladas, não podemos deixar que esse fenômeno cresça."
Em resposta, o regime, que nega a existência da crise humanitária e afirma que os venezuelanos deixam o país por vontade própria, lançou seu programa de repatriação.
Segundo a Chancelaria, 7.907 pessoas haviam voltado à Venezuela com a ajuda das autoridades, sendo mais de 6.000 vindas do Brasil. Isso representa 0,4% do total de pessoas que saiu do país.
Assim como relatórios da ONU, o ex-prefeito venezuelano se refere à crise migratória como uma das mais graves da história da América Latina e a mais volumosa neste momento no Hemisfério Ocidental.
Por outro lado, ele discorda do secretário-geral da OEA, Luis Almagro, em relação à solução para a crise em seu país. Smolansky estava mesma comitiva que foi a Cúcuta quando o uruguaio disse avaliar até uma intervenção militar para tirar Maduro do poder.
"Estou convencido de que, se aumenta a pressão da comunidade internacional contra a ditadura, podendo retomar os protestos nas ruas e, além disso, há um comportamento dos dirigentes de baixa e média patente das Forças Armadas que querem recuperar a democracia", disse. "Se se juntam essas três coisas, acho que os dias de Maduro no poder estariam contados."
Ao comentar à Folha o programa de repatriação lançado pelo mandatário venezuelano, Nicolás Maduro, o ex-prefeito opositor David Smolansky usou dados :
"Para cada cem venezuelanos que o regime manda de volta, são 5.000 que saem todos os dias. Não tem comparação. Enquanto continuar a ditadura, o êxodo vai continuar."
Fora de seu país desde setembro de 2017, quando chegou ao Brasil após ter sua prisão decretada na Venezuela por não impedir manifestações em El Hatillo, um dos municípios de Caracas, David Smolansky foi indicado pela OEA (Organização dos Estados Americanos) para uma comissão sobre a crise migratória envolvendo seus compatriotas.
O trabalho busca mapear a situação dos milhares de emigrantes que estão em países das Américas, a maioria dos cerca de 1,9 milhão de venezuelanos que deixaram seu país, segundo a ONU, desde 2015, quando começou a se aprofundar a escassez de comida e de remédios.
O lançamento do grupo foi feito com viagens em agosto a dois pontos da fronteira: a cidade colombiana de Cúcuta, principal porta de saída terrestre da Venezuela, e o estado brasileiro de Roraima.
Ele considera crítica a situação na fronteira com a Colômbia e cita o caso dos refeitórios da Igreja Católica, em que o número de refeições fornecidas passou de 2.000 em abril para 10 mil em agosto.
A visita ao Brasil ocorreu dias depois da expulsão violenta de 1.200 venezuelanos feita pela população de Pacaraima, que também destruiu os espaços que os abrigavam.
"Nenhum venezuelano está indo embora porque quer. Os milhares de venezuelanos que hoje estão deslocados são pela falta de comida, pela falta de remédios, pela falta de segurança, pelo colapso da economia, e pela perseguição política", afirmou.
No tocante ao combate à xenofobia, ele pede a ajuda dos governos e da sociedade civil dos países receptores : "Apesar de as manifestações xenofóbicas serem minoritárias e isoladas, não podemos deixar que esse fenômeno cresça."
Em resposta, o regime, que nega a existência da crise humanitária e afirma que os venezuelanos deixam o país por vontade própria, lançou seu programa de repatriação.
Segundo a Chancelaria, 7.907 pessoas haviam voltado à Venezuela com a ajuda das autoridades, sendo mais de 6.000 vindas do Brasil. Isso representa 0,4% do total de pessoas que saiu do país.
Assim como relatórios da ONU, o ex-prefeito venezuelano se refere à crise migratória como uma das mais graves da história da América Latina e a mais volumosa neste momento no Hemisfério Ocidental.
Por outro lado, ele discorda do secretário-geral da OEA, Luis Almagro, em relação à solução para a crise em seu país. Smolansky estava mesma comitiva que foi a Cúcuta quando o uruguaio disse avaliar até uma intervenção militar para tirar Maduro do poder.
"Estou convencido de que, se aumenta a pressão da comunidade internacional contra a ditadura, podendo retomar os protestos nas ruas e, além disso, há um comportamento dos dirigentes de baixa e média patente das Forças Armadas que querem recuperar a democracia", disse. "Se se juntam essas três coisas, acho que os dias de Maduro no poder estariam contados."



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Re: Mundo
| Bolsonaro receberá apoio de partido conservador do Chile https://www.poder360.com.br/eleicoes/bo ... -do-chile/ |
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Re: Mundo
| Movimento da direita mundial deve convidar Bolsonaro para cúpula Segundo Bannon, o 1º objetivo do grupo é tentar uma espécie de associação informal a partir de Bruxelas num “clube” no qual as pessoas poderiam ir para participar de “seminários, jantares e as pessoas teriam algum tipo de sensação de camaradagem e principalmente trocar ideias”. https://www.poder360.com.br/internacion ... ra-cupula/ Bomba é encontrada na casa do bilionário George Soros em Nova York https://www.poder360.com.br/internacion ... nova-york/ |
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Re: Mundo
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Re: Europa
https://g1.globo.com/mundo/noticia/2018 ... urna.ghtml
O partido de centro-direita de Angela Merkel (CDU) e seu parceiro social-democrata (SPD) na coalizão de governo sofreram, neste domingo (28), uma importante queda na eleição parlamentar na regional de Hesse, segundo uma pesquisa de boca de urna da emissora ARD.
A União Democrata Cristã (CDU) terminou em primeiro, mas obteve apenas 28% dos votos.
Isso marcaria uma forte queda ante os 38,3% que a CDU recebeu na última eleição em Hesse, em 2013.
O SPD recebeu 20%, abaixo dos 30,7% de 2013. Os Verdes ficaram com 19,5%, em terceiro lugar.
O resultado sugere que a CDU e os Verdes podem continuar com sua coalização de governo em Hesse, mas provavelmente provocando tensões na "grande coalizão" de Merkel em Berlim.
--O partido de centro-direita de Angela Merkel (CDU) e seu parceiro social-democrata (SPD) na coalizão de governo sofreram, neste domingo (28), uma importante queda na eleição parlamentar na regional de Hesse, segundo uma pesquisa de boca de urna da emissora ARD.
A União Democrata Cristã (CDU) terminou em primeiro, mas obteve apenas 28% dos votos.
Isso marcaria uma forte queda ante os 38,3% que a CDU recebeu na última eleição em Hesse, em 2013.
O SPD recebeu 20%, abaixo dos 30,7% de 2013. Os Verdes ficaram com 19,5%, em terceiro lugar.
O resultado sugere que a CDU e os Verdes podem continuar com sua coalização de governo em Hesse, mas provavelmente provocando tensões na "grande coalizão" de Merkel em Berlim.



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Re: Europa
https://www1.folha.uol.com.br/mundo/201 ... anha.shtml
A chanceler alemã, Angela Merkel, disse que não buscará um quinto mandato na chefia de governo em 2021 e que deixará a liderança da União dos Democratas Cristãos (CDU) no fim de 2018.
“É hora de dar início a um novo capítulo”, afirmou à imprensa, na saída de uma reunião com correligionários, acrescentando que a mudança traz mais oportunidades do que riscos.
“Em 2021, não voltarei a disputar a chancelaria nem uma cadeira no Parlamento. E não concorrerei mais a cargos políticos.”
Merkel, 64, disse assumir a responsabilidade pelas trepidações dos primeiros meses de sua quarta gestão como chanceler e reconheceu a perda progressiva de credibilidade de seu grupo.
Ela está à frente do país desde 2005 e comanda os democratas cristãos há ainda mais tempo, desde 2000. Havia se mostrado disposta a buscar a recondução a esse último cargo (por um período de dois anos) na votação prevista para dezembro deste ano.
Voltou atrás, porém, depois de resultados desfavoráveis, em eleições regionais, para os partidos da coligação que a sustenta.
No domingo , sua CDU teve uma vitória de Pirro na votação no estado de Hesse : foi a primeira colocada, mas, com cerca de 27% dos sufrágios, registrou seu pior desempenho local em mais de 50 anos.
“Os resultados foram decepcionantes. Não podemos continuar como se nada fosse”, observou Merkel na fala de segunda-feira.
Os sociais-democratas, parceiros dela na situação, alcançaram um segundo lugar com ainda mais sabor de derrota, em virtual empate com os verdes e tendo sua marca mais baixa em mais de 70 anos.
Para complicar, o partido ultradireitista Alternativa para a Alemanha (AfD), hoje a principal força de oposição no Parlamento nacional, obteve votos suficientes para aceder ao último Legislativo estadual em que ainda não tinha assentos.
No último dia 14, a frente governista havia sofrido baque semelhante no pleito da Baviera. Ali, a CSU, “irmã” local da CDU, perdeu 16 cadeiras legislativas, e a SPD (social-democracia) se viu superada em porcentagem de votos pela AfD, mas não só –terminou a disputa numa incômoda quinta colocação.
Na eleição nacional de 2017, a maré já começara a virar, com a ascensão da AfD ao Bundestag e um período de limbo de inacreditáveis seis meses até a formação do atual governo.
A chanceler alemã, Angela Merkel, disse que não buscará um quinto mandato na chefia de governo em 2021 e que deixará a liderança da União dos Democratas Cristãos (CDU) no fim de 2018.
“É hora de dar início a um novo capítulo”, afirmou à imprensa, na saída de uma reunião com correligionários, acrescentando que a mudança traz mais oportunidades do que riscos.
“Em 2021, não voltarei a disputar a chancelaria nem uma cadeira no Parlamento. E não concorrerei mais a cargos políticos.”
Merkel, 64, disse assumir a responsabilidade pelas trepidações dos primeiros meses de sua quarta gestão como chanceler e reconheceu a perda progressiva de credibilidade de seu grupo.
Ela está à frente do país desde 2005 e comanda os democratas cristãos há ainda mais tempo, desde 2000. Havia se mostrado disposta a buscar a recondução a esse último cargo (por um período de dois anos) na votação prevista para dezembro deste ano.
Voltou atrás, porém, depois de resultados desfavoráveis, em eleições regionais, para os partidos da coligação que a sustenta.
No domingo , sua CDU teve uma vitória de Pirro na votação no estado de Hesse : foi a primeira colocada, mas, com cerca de 27% dos sufrágios, registrou seu pior desempenho local em mais de 50 anos.
“Os resultados foram decepcionantes. Não podemos continuar como se nada fosse”, observou Merkel na fala de segunda-feira.
Os sociais-democratas, parceiros dela na situação, alcançaram um segundo lugar com ainda mais sabor de derrota, em virtual empate com os verdes e tendo sua marca mais baixa em mais de 70 anos.
Para complicar, o partido ultradireitista Alternativa para a Alemanha (AfD), hoje a principal força de oposição no Parlamento nacional, obteve votos suficientes para aceder ao último Legislativo estadual em que ainda não tinha assentos.
No último dia 14, a frente governista havia sofrido baque semelhante no pleito da Baviera. Ali, a CSU, “irmã” local da CDU, perdeu 16 cadeiras legislativas, e a SPD (social-democracia) se viu superada em porcentagem de votos pela AfD, mas não só –terminou a disputa numa incômoda quinta colocação.
Na eleição nacional de 2017, a maré já começara a virar, com a ascensão da AfD ao Bundestag e um período de limbo de inacreditáveis seis meses até a formação do atual governo.



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Re: América Latina
https://www1.folha.uol.com.br/mundo/201 ... inho.shtml
A Argentina está preocupada com um possível afastamento do Brasil sob Jair Bolsonaro (PSL), eleito domingo. "É uma ruptura do status quo, mas talvez a Argentina já esperasse por isso", disse à Folha o economista Marcelo Elizondo, especialista em Mercosul.
Nesta segunda, o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), que deve ser o ministro da Casa Civil de Bolsonaro, afirmou que o Chile será o primeiro destino internacional de Bolsonaro, quebrando uma praxe da política externa brasileira segundo a qual a Argentina é o primeiro destino dos presidentes eleitos no Brasil, seja qual for a coloração ideológica dos governos de turno.
Além disso, o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou no domingo que nem Mercosul nem Argentina serão prioridades.
"A ideia de a Argentina ser secundária para a economia brasileira choca e está causando grande agitação na Argentina, mas este é o retrato deste momento, é preciso que esperar um pouco mais", diz Elizondo. "O Brasil é ainda o principal parceiro comercial da Argentina e a Argentina é o terceiro no ranking do comércio exterior brasileiro."
O economista lembra que o presidente Carlos Menem (1989-1999), em cujo governo se dizia que as relações entre Argentina e EUA deveriam ser "carnais", disse algo parecido sobre o Brasil quando assumiu, mas que "a realidade acabou se impondo".
Apesar da crise nos dois países, o Brasil exportou para a Argentina nos primeiros nove meses deste ano, segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, US$ 12,3 bilhões —6,83% de suas vendas ao exterior— e importou US$ 8,2 bilhões, com saldo positivo de US$ 4,1 bilhões na balança.
Quase metade do valor exportado vem do setor de veículos, enquanto para o principal parceiro, China, o país exporta majoritariamente commodities, e com o segundo, os EUA, tem um déficit de US$ 555 milhões até setembro.
Os dois países coincidem, porém, no desejo de flexibilizar o Mercosul, bloco comercial do qual também são sócios Uruguai e Paraguai (além de Venezuela, por ora suspensa).
Elizondo lembra que, nos últimos anos, desde o impeachment de Dilma Rousseff e com o Brasil em recessão, a Argentina também buscou novos aliados fora.
"É um desejo comum de Brasil, Paraguai, Argentina de que o Mercosul seja mais flexível e que ofereça mais possibilidades de se ampliar tratados dos países com parceiros fora do bloco."
Ouvir de Paulo Guedes que a Argentina não será mais prioridade, porém, produziu efeito negativo no país vizinho.
Em resposta à correspondente no Brasil do jornal argentino Clarín, com cuja pergunta se irritou, Guedes disse que "a prioridade é fazer comércio com todo o mundo" e que "o Mercosul quando foi feito, se transformou em um instrumento ideológico, em uma prisão cognitiva".
Houve aparente confusão com outros blocos latino-americanos apoiados pelos governos passados, como a Unasul (dos três sócios no Mercosul, dois têm governos à direita e um, o Uruguai, de centro-esquerda). A Folha apurou com autoridades argentinas que o discurso causou apreensão.
Ainda segundo uma fonte, contudo, a conversa entre Bolsonaro e o presidente Mauricio Macri há duas semanas foi "extremamente cordial", e é necessário esperar que os dois se encontrem para tirar conclusões sobre a relação.
A Argentina está considerando convidar Bolsonaro para a reunião do do G20, que recebe nos dias 30 de novembro e 1º de dezembro próximos, em Buenos Aires. A agenda do eleito seria mantida e, ao mesmo tempo, poderia fazer um aceno ao vizinho.
Apesar da rivalidade histórica entre Chile e Argentina, Macri e o chileno Sebastián Piñera têm jogado junto na política externa e compartilham "da mesma visão de mundo, mais liberal e conservadora".
Ambos têm origem empresarial, acenam ao mercado externo e ascenderam como opções à esquerda, com uma agenda que prega a eficiência.
A tendência é que os maiores parceiros do Brasil na América do Sul no novo governo sejam : Chile, Argentina, Paraguai, Peru e Colômbia.A Argentina está preocupada com um possível afastamento do Brasil sob Jair Bolsonaro (PSL), eleito domingo. "É uma ruptura do status quo, mas talvez a Argentina já esperasse por isso", disse à Folha o economista Marcelo Elizondo, especialista em Mercosul.
Nesta segunda, o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), que deve ser o ministro da Casa Civil de Bolsonaro, afirmou que o Chile será o primeiro destino internacional de Bolsonaro, quebrando uma praxe da política externa brasileira segundo a qual a Argentina é o primeiro destino dos presidentes eleitos no Brasil, seja qual for a coloração ideológica dos governos de turno.
Além disso, o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou no domingo que nem Mercosul nem Argentina serão prioridades.
"A ideia de a Argentina ser secundária para a economia brasileira choca e está causando grande agitação na Argentina, mas este é o retrato deste momento, é preciso que esperar um pouco mais", diz Elizondo. "O Brasil é ainda o principal parceiro comercial da Argentina e a Argentina é o terceiro no ranking do comércio exterior brasileiro."
O economista lembra que o presidente Carlos Menem (1989-1999), em cujo governo se dizia que as relações entre Argentina e EUA deveriam ser "carnais", disse algo parecido sobre o Brasil quando assumiu, mas que "a realidade acabou se impondo".
Apesar da crise nos dois países, o Brasil exportou para a Argentina nos primeiros nove meses deste ano, segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, US$ 12,3 bilhões —6,83% de suas vendas ao exterior— e importou US$ 8,2 bilhões, com saldo positivo de US$ 4,1 bilhões na balança.
Quase metade do valor exportado vem do setor de veículos, enquanto para o principal parceiro, China, o país exporta majoritariamente commodities, e com o segundo, os EUA, tem um déficit de US$ 555 milhões até setembro.
Os dois países coincidem, porém, no desejo de flexibilizar o Mercosul, bloco comercial do qual também são sócios Uruguai e Paraguai (além de Venezuela, por ora suspensa).
Elizondo lembra que, nos últimos anos, desde o impeachment de Dilma Rousseff e com o Brasil em recessão, a Argentina também buscou novos aliados fora.
"É um desejo comum de Brasil, Paraguai, Argentina de que o Mercosul seja mais flexível e que ofereça mais possibilidades de se ampliar tratados dos países com parceiros fora do bloco."
Ouvir de Paulo Guedes que a Argentina não será mais prioridade, porém, produziu efeito negativo no país vizinho.
Em resposta à correspondente no Brasil do jornal argentino Clarín, com cuja pergunta se irritou, Guedes disse que "a prioridade é fazer comércio com todo o mundo" e que "o Mercosul quando foi feito, se transformou em um instrumento ideológico, em uma prisão cognitiva".
Houve aparente confusão com outros blocos latino-americanos apoiados pelos governos passados, como a Unasul (dos três sócios no Mercosul, dois têm governos à direita e um, o Uruguai, de centro-esquerda). A Folha apurou com autoridades argentinas que o discurso causou apreensão.
Ainda segundo uma fonte, contudo, a conversa entre Bolsonaro e o presidente Mauricio Macri há duas semanas foi "extremamente cordial", e é necessário esperar que os dois se encontrem para tirar conclusões sobre a relação.
A Argentina está considerando convidar Bolsonaro para a reunião do do G20, que recebe nos dias 30 de novembro e 1º de dezembro próximos, em Buenos Aires. A agenda do eleito seria mantida e, ao mesmo tempo, poderia fazer um aceno ao vizinho.
Apesar da rivalidade histórica entre Chile e Argentina, Macri e o chileno Sebastián Piñera têm jogado junto na política externa e compartilham "da mesma visão de mundo, mais liberal e conservadora".
Ambos têm origem empresarial, acenam ao mercado externo e ascenderam como opções à esquerda, com uma agenda que prega a eficiência.
A relação com o Uruguai será boa, mas menos próxima do que os países que citei acima.
O governo Michel Temer já fez uma aproximação com o Chile e essa parceria bilateral entre Brasil e Chile vai aumentar mais no governo Jair Bolsonaro.
--
O ESTADO DE S.PAULO
Há um debate na sociedade brasileira em torno da relevância do Mercado Comum do Sul (Mercosul). De fato, há pouco mais de dois anos o panorama era desolador. A letargia do bloco, evidente. Os propósitos que levaram à sua criação soavam como uma vaga lembrança, ocupados que estavam Estados-membros em utilizar o bloco para ecoar preferências ideológicas, sem conexão com os reais interesses de nossas sociedades.
Uma das maiores conquistas do governo Temer na área externa é ter colaborado para a reconstrução do Mercosul. Ao lado da Argentina, do Paraguai e do Uruguai, o Brasil trabalhou com afinco para recuperar a vocação original de um regionalismo aberto. Os resultados apareceram rapidamente, tanto no interior do bloco como em sua articulação com o restante do Hemisfério e com a economia mundial.
Um passo importante foi a remoção de quase 90% dos 78 entraves que existiam no comércio intrabloco, como aqueles que dificultavam o acesso ao mercado argentino de carne bovina e banana. Não menos digna de registro foi a assinatura do Protocolo de Contratações Públicas, que abre uma valiosa frente de negócios para as empresas e reduz custos para os governos. Já o Protocolo de Cooperação e Facilitação de Investimentos tornou o ambiente mais receptivo à atração de poupança externa. Adotamos, ainda, um plano de convergência regulatória em áreas como governo digital, governo aberto, segurança cibernética, assinatura eletrônica, direito do consumidor, pequenas e médias empresas e comércio eletrônico.
O diálogo foi destravado também com os países associados. O bloco subscreveu com a Colômbia acordo de complementação econômica que praticamente reduziu a zero as tarifas nas trocas bilaterais. Particularmente frutíferas foram as tratativas com o Chile. Formalizamos instrumentos para a liberalização das compras públicas e a facilitação de transações financeiras. Concluiremos até o final do ano um acordo de livre-comércio de segunda geração, harmonizando regulamentos e adensando os laços entre pequenas e médias empresas e em questões como propriedade intelectual e perspectiva de gênero.
Esses esforços renovaram a importância para o Brasil de um bloco que reúne 275 milhões de habitantes e representa a quinta economia do globo. Os benefícios para o setor industrial são expressivos. Mais de 90% de nossas exportações para os demais sócios no ano passado foram de bens industrializados (US$ 20,7 bilhões). Em 2017 foram para o Mercosul 18,5% de nossas exportações de manufaturas.
O bloco voltou a ser uma plataforma para uma inserção competitiva de seus membros na economia mundial. Se é verdade que teremos a partir de 2019, por causa dos acordos da Associação Latino-Americana de Integração (Aladi), uma área de livre-comércio de bens com a maioria dos países da América do Sul, também é verdade que ampliamos de maneira muito significativa os horizontes do Mercosul, a começar pela indispensável aproximação com a Aliança do Pacífico.
Na reunião de cúpula de Puerto Vallarta (México) foi adotado um plano de ação que prevê passos concretos em facilitação de comércio, cooperação regulatória, agenda digital e comércio inclusivo. Para aferir o potencial dessa aproximação basta lembrar que, juntos, o Mercosul e a Aliança do Pacífico respondem por 90% do produto interno bruto e dos fluxos de investimento externo direto na América Latina e no Caribe. O comércio entre os dois blocos alcançou no ano passado a cifra de US$ 35,3 bilhões, dos quais US$ 25 bilhões de transações do Brasil com a Aliança do Pacífico, um incremento de 21,4% em relação a 2016.
A abertura e a intensificação de negociações comerciais extrarregionais refletem com eloquência a reanimação do bloco. Vejamos o caso das tratativas para a assinatura de um acordo de associação com a União Europeia. Passamos da inércia dos últimos governos a um notável empreendimento negociador, que logrou concluir até o momento 12 dos 15 capítulos do acordo. Por mais árduo que seja o esforço final de dirimir diferenças em áreas como o acesso ao mercado agrícola europeu, jamais estivemos tão perto da criação de um espaço com 750 milhões de pessoas e um produto de US$ 19 trilhões.
Lançamos também negociações com parceiros importantes como Canadá, Coreia do Sul, Associação Europeia de Livre Comércio (Efta, que reúne Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein) e Cingapura. E estamos engajados em ampliar o acordo com a Índia e o escopo das tratativas com o Egito, o Líbano e a Tunísia. Estão dadas as condições para o início das negociações de um acordo com o Japão, perspectiva recentemente saudada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pela Federação Japonesa de Negócios (Keidanren). Ressalto a importância da aproximação com a Ásia, continente para onde, sabemos todos, se deslocou o eixo de gravidade da economia mundial. Pude constatar em visitas à região quão densa é a teia de acordos preferenciais firmados entre os asiáticos e com terceiros atores. Pleiteamos nossa entrada nesse circuito, onde estão em jogo oportunidades imensas de participação em cadeias globais de valor e de captação de investimentos.
É esse o legado do governo do presidente Michel Temer em relação ao Mercosul, que reclama continuidade para o bem do Brasil e de sua presença internacional. É por uma interação cada vez mais intensa com os vizinhos e com o mundo, e não olhando no retrovisor, que aumentaremos a eficiência e a produtividade de nossa economia, com ganhos óbvios na geração de renda e emprego. Concorremos, outrossim, para confirmar o comércio e a integração econômica como fatores de prosperidade e de bem-estar social, em contraponto a impulsos protecionistas que nada aportam a seus promotores e à comunidade internacional como um todo.
Há um debate na sociedade brasileira em torno da relevância do Mercado Comum do Sul (Mercosul). De fato, há pouco mais de dois anos o panorama era desolador. A letargia do bloco, evidente. Os propósitos que levaram à sua criação soavam como uma vaga lembrança, ocupados que estavam Estados-membros em utilizar o bloco para ecoar preferências ideológicas, sem conexão com os reais interesses de nossas sociedades.
Uma das maiores conquistas do governo Temer na área externa é ter colaborado para a reconstrução do Mercosul. Ao lado da Argentina, do Paraguai e do Uruguai, o Brasil trabalhou com afinco para recuperar a vocação original de um regionalismo aberto. Os resultados apareceram rapidamente, tanto no interior do bloco como em sua articulação com o restante do Hemisfério e com a economia mundial.
Um passo importante foi a remoção de quase 90% dos 78 entraves que existiam no comércio intrabloco, como aqueles que dificultavam o acesso ao mercado argentino de carne bovina e banana. Não menos digna de registro foi a assinatura do Protocolo de Contratações Públicas, que abre uma valiosa frente de negócios para as empresas e reduz custos para os governos. Já o Protocolo de Cooperação e Facilitação de Investimentos tornou o ambiente mais receptivo à atração de poupança externa. Adotamos, ainda, um plano de convergência regulatória em áreas como governo digital, governo aberto, segurança cibernética, assinatura eletrônica, direito do consumidor, pequenas e médias empresas e comércio eletrônico.
O diálogo foi destravado também com os países associados. O bloco subscreveu com a Colômbia acordo de complementação econômica que praticamente reduziu a zero as tarifas nas trocas bilaterais. Particularmente frutíferas foram as tratativas com o Chile. Formalizamos instrumentos para a liberalização das compras públicas e a facilitação de transações financeiras. Concluiremos até o final do ano um acordo de livre-comércio de segunda geração, harmonizando regulamentos e adensando os laços entre pequenas e médias empresas e em questões como propriedade intelectual e perspectiva de gênero.
Esses esforços renovaram a importância para o Brasil de um bloco que reúne 275 milhões de habitantes e representa a quinta economia do globo. Os benefícios para o setor industrial são expressivos. Mais de 90% de nossas exportações para os demais sócios no ano passado foram de bens industrializados (US$ 20,7 bilhões). Em 2017 foram para o Mercosul 18,5% de nossas exportações de manufaturas.
O bloco voltou a ser uma plataforma para uma inserção competitiva de seus membros na economia mundial. Se é verdade que teremos a partir de 2019, por causa dos acordos da Associação Latino-Americana de Integração (Aladi), uma área de livre-comércio de bens com a maioria dos países da América do Sul, também é verdade que ampliamos de maneira muito significativa os horizontes do Mercosul, a começar pela indispensável aproximação com a Aliança do Pacífico.
Na reunião de cúpula de Puerto Vallarta (México) foi adotado um plano de ação que prevê passos concretos em facilitação de comércio, cooperação regulatória, agenda digital e comércio inclusivo. Para aferir o potencial dessa aproximação basta lembrar que, juntos, o Mercosul e a Aliança do Pacífico respondem por 90% do produto interno bruto e dos fluxos de investimento externo direto na América Latina e no Caribe. O comércio entre os dois blocos alcançou no ano passado a cifra de US$ 35,3 bilhões, dos quais US$ 25 bilhões de transações do Brasil com a Aliança do Pacífico, um incremento de 21,4% em relação a 2016.
A abertura e a intensificação de negociações comerciais extrarregionais refletem com eloquência a reanimação do bloco. Vejamos o caso das tratativas para a assinatura de um acordo de associação com a União Europeia. Passamos da inércia dos últimos governos a um notável empreendimento negociador, que logrou concluir até o momento 12 dos 15 capítulos do acordo. Por mais árduo que seja o esforço final de dirimir diferenças em áreas como o acesso ao mercado agrícola europeu, jamais estivemos tão perto da criação de um espaço com 750 milhões de pessoas e um produto de US$ 19 trilhões.
Lançamos também negociações com parceiros importantes como Canadá, Coreia do Sul, Associação Europeia de Livre Comércio (Efta, que reúne Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein) e Cingapura. E estamos engajados em ampliar o acordo com a Índia e o escopo das tratativas com o Egito, o Líbano e a Tunísia. Estão dadas as condições para o início das negociações de um acordo com o Japão, perspectiva recentemente saudada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pela Federação Japonesa de Negócios (Keidanren). Ressalto a importância da aproximação com a Ásia, continente para onde, sabemos todos, se deslocou o eixo de gravidade da economia mundial. Pude constatar em visitas à região quão densa é a teia de acordos preferenciais firmados entre os asiáticos e com terceiros atores. Pleiteamos nossa entrada nesse circuito, onde estão em jogo oportunidades imensas de participação em cadeias globais de valor e de captação de investimentos.
É esse o legado do governo do presidente Michel Temer em relação ao Mercosul, que reclama continuidade para o bem do Brasil e de sua presença internacional. É por uma interação cada vez mais intensa com os vizinhos e com o mundo, e não olhando no retrovisor, que aumentaremos a eficiência e a produtividade de nossa economia, com ganhos óbvios na geração de renda e emprego. Concorremos, outrossim, para confirmar o comércio e a integração econômica como fatores de prosperidade e de bem-estar social, em contraponto a impulsos protecionistas que nada aportam a seus promotores e à comunidade internacional como um todo.



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Victor235
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Re: Mundo
| José Antonio Lima: Embaixada em Jerusalém colocará o governo entre o pragmatismo e a ideologia No caso do reconhecimento unilateral de Jerusalém como capital de Israel, além de contrariar o padrão de votação do Brasil na ONU e acabar com qualquer possibilidade de o Itamaraty auxiliar a mediação do conflito, Bolsonaro minaria as relações não apenas com os palestinos, mas com diversos países muçulmanos, em especial no Oriente Médio. E o Brasil é muito mais vulnerável a retaliações do que os norte-americanos. https://www.poder360.com.br/opiniao/gov ... ideologia/ |
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Re: Mundo
https://veja.abril.com.br/economia/saude-mais-barata/
Stanley e Sidney Goldstein mal reconheceriam sua criação. Em 1963, os irmãos abriram uma pequena drogaria na cidade de Lowell, no Estado americano de Massachusetts, com a ideia de oferecer os melhores preços do mercado. P
ara deixarem claras as suas intenções, puseram a criatividade de lado e batizaram o comércio de Loja do Valor para o Consumidor — CVS, na sigla em inglês. Pois na quarta-feira 10 o governo americano aprovou uma fusão de 69 bilhões de dólares entre a CVS, hoje a maior rede de drogarias dos Estados Unidos, com quase 10 000 lojas, e a Aetna, operadora de planos de saúde com 44 milhões de clientes, numa operação que pode mudar a indústria. “O setor está precisando de inovação para baixar os custos, e a quantidade de informação e pontos de contato que a CVS vai fornecer à Aetna abre inúmeras possibilidades”, diz Leemore Dafny, da Universidade Harvard.
Os Estados Unidos são o único país rico que não garante atendimento médico a toda a população. Para piorar, são também a nação onde a saúde é mais cara: são gastos 17% do PIB ao ano no setor, contra uma média de 9% dos países da OCDE (a mesma taxa do Brasil).
Convencidos de que a fusão pode atacar esse problema, os Estados Unidos aprovaram a operação.
A ideia principal é que o plano de saúde pode usar a penetração da CVS para oferecer serviços médicos de baixa complexidade, economizando muito dinheiro se as pessoas forem tratar uma dor de garganta na farmácia, em vez de recorrer a um hospital, ou mesmo casos de diabetes e problemas cardíacos que requerem só acompanhamento.
As drogarias também têm acesso a informações que os médicos e os planos normalmente não possuem, como as relativas à compra de remédios que não precisam de prescrição médica, o que pode facilitar diagnósticos mais precoces e evitar futuras (e caras) internações. No Brasil, o caso mais próximo é o da Amil, que investe pesado em hospitais próprios. Mas o mercado está de olho na experiência americana. “Não existe um compartilhamento de informações entre os diversos elos da cadeia de saúde aqui, e isso traz muita ineficiência”, diz Eliane Kihara, sócia da PwC Brasil.
A concorrência, evidentemente, está se mexendo. A segunda maior rede de drogarias, a Walgreens, associou-se ao grupo de laboratórios clínicos LabCorp. A Rite Aid, também do ramo de farmácias, tentou se fundir com os supermercados Albertsons. Mas todas as atenções estão voltadas ao gigante de tecnologia Amazon, que pôs o pé no setor ao comprar a PillPack, um serviço de entregas em domicílio de remédios com tarjas vermelha e preta.
A aquisição veio na esteira do anúncio, em janeiro, de que o fundador da companhia, Jeff Bezos, se aliou a Jamie Dimon, presidente do banco JPMorgan Chase, e ao megainvestidor Warren Buffett a fim de criar um plano de saúde próprio para atender os empregados de suas empresas. Com o tino comercial dos três executivos envolvidos, a expectativa geral é que o atendimento aos próprios funcionários seja apenas a primeira etapa de um novo e inovador plano de saúde acessível a todos os americanos. Para a população, o importante é que se honre a promessa dos irmãos Goldstein : o melhor valor para os consumidores.
Stanley e Sidney Goldstein mal reconheceriam sua criação. Em 1963, os irmãos abriram uma pequena drogaria na cidade de Lowell, no Estado americano de Massachusetts, com a ideia de oferecer os melhores preços do mercado. P
ara deixarem claras as suas intenções, puseram a criatividade de lado e batizaram o comércio de Loja do Valor para o Consumidor — CVS, na sigla em inglês. Pois na quarta-feira 10 o governo americano aprovou uma fusão de 69 bilhões de dólares entre a CVS, hoje a maior rede de drogarias dos Estados Unidos, com quase 10 000 lojas, e a Aetna, operadora de planos de saúde com 44 milhões de clientes, numa operação que pode mudar a indústria. “O setor está precisando de inovação para baixar os custos, e a quantidade de informação e pontos de contato que a CVS vai fornecer à Aetna abre inúmeras possibilidades”, diz Leemore Dafny, da Universidade Harvard.
Os Estados Unidos são o único país rico que não garante atendimento médico a toda a população. Para piorar, são também a nação onde a saúde é mais cara: são gastos 17% do PIB ao ano no setor, contra uma média de 9% dos países da OCDE (a mesma taxa do Brasil).
Convencidos de que a fusão pode atacar esse problema, os Estados Unidos aprovaram a operação.
A ideia principal é que o plano de saúde pode usar a penetração da CVS para oferecer serviços médicos de baixa complexidade, economizando muito dinheiro se as pessoas forem tratar uma dor de garganta na farmácia, em vez de recorrer a um hospital, ou mesmo casos de diabetes e problemas cardíacos que requerem só acompanhamento.
As drogarias também têm acesso a informações que os médicos e os planos normalmente não possuem, como as relativas à compra de remédios que não precisam de prescrição médica, o que pode facilitar diagnósticos mais precoces e evitar futuras (e caras) internações. No Brasil, o caso mais próximo é o da Amil, que investe pesado em hospitais próprios. Mas o mercado está de olho na experiência americana. “Não existe um compartilhamento de informações entre os diversos elos da cadeia de saúde aqui, e isso traz muita ineficiência”, diz Eliane Kihara, sócia da PwC Brasil.
A concorrência, evidentemente, está se mexendo. A segunda maior rede de drogarias, a Walgreens, associou-se ao grupo de laboratórios clínicos LabCorp. A Rite Aid, também do ramo de farmácias, tentou se fundir com os supermercados Albertsons. Mas todas as atenções estão voltadas ao gigante de tecnologia Amazon, que pôs o pé no setor ao comprar a PillPack, um serviço de entregas em domicílio de remédios com tarjas vermelha e preta.
A aquisição veio na esteira do anúncio, em janeiro, de que o fundador da companhia, Jeff Bezos, se aliou a Jamie Dimon, presidente do banco JPMorgan Chase, e ao megainvestidor Warren Buffett a fim de criar um plano de saúde próprio para atender os empregados de suas empresas. Com o tino comercial dos três executivos envolvidos, a expectativa geral é que o atendimento aos próprios funcionários seja apenas a primeira etapa de um novo e inovador plano de saúde acessível a todos os americanos. Para a população, o importante é que se honre a promessa dos irmãos Goldstein : o melhor valor para os consumidores.



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Victor235
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Re: América Latina
| Apoio à democracia cai para 48% na América Latina, menor taxa da história https://www.poder360.com.br/pesquisas/a ... -historia/ |
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Re: Mundo
| O prêmio e o risco de alinhar Brasil e EUA, escreve Alon Feuerwerker Americanos têm interesses, não amigos. Bolsonaro quer aliança estratégica. https://www.poder360.com.br/opiniao/gov ... uerwerker/ |
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Re: Mundo
Morre o ex-presidente americano George H. W. Bush, aos 94 anos: https://g1.globo.com/jornal-nacional/no ... bush.ghtml
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piadaitaliano/F42 escreveu: ↑18 Abr 2021, 21:26com todo o perdão da palavra e com toda a certeza que eu serei punido, piada é a cabeça da minha piroca! porra mano, eu tive que adicionar seu nome como "pseudo" pré candidato a moderação lá no datafórum e você agora fala que é piada? o que vc tem na sua cabeça, mano?
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