O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou oficialmente a indicação de Gabriel Galípolo para ser o novo presidente do Banco Central.
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https://www.cnnbrasil.com.br/economia/m ... nte-do-bc/
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou oficialmente a indicação de Gabriel Galípolo para ser o novo presidente do Banco Central.
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Só conseguem isso com gente burra. Existe mecanismo de devolução o pix. Não se devolve pix fazendo outro pix.
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Dólar chegou a R$ 6,20 com a eleição de Trump. (até agora) 
Meus títulos e conquistas no FCH:
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4 coisas que deveriam fazer :
. aumentar a taxa de juros
. diminuir os gastos públicos (deveriam diminuir o número de ministérios)
. reforma administrativa
. reforma tributária (que reduzisse a carga tributária, e para isso, teria que diminuir os gastos públicos)
Dos 4 itens, apenas 1 o governo do PT vai fazer (mesmo assim, a contragosto).
. aumentar a taxa de juros
. diminuir os gastos públicos (deveriam diminuir o número de ministérios)
. reforma administrativa
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Economia
NOTÍCIAS
https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2 ... asil.shtml
Estados Unidos e China, as duas maiores economias do mundo, mantêm trajetórias explosivas para o aumento de suas dívidas públicas.
Para o resto do mundo e países muito endividados como o Brasil, haverá pressão para os bancos centrais manterem juros elevados a fim de atrair financiadores de suas dívidas – à medida em que Estados Unidos e China sugarão dinheiro do mundo para rolar débitos.
Em abril, a Fitch Ratings rebaixou de "A+" para "A" (numa escala até "AAA") a classificação para dívidas chinesas em moeda estrangeira, o que deve encarecer o custo de rolagem dos débitos.
A China vem se endividando rapidamente. Os débitos chineses ganharam ímpeto com a decisão há alguns anos de estimular a demanda doméstica.
Isto foi reforçado com a guerra comercial deflagrada pelos Estados Unidos, que pode limitar o acesso da China aos Estados Unidos – destino de 15 % das exportações chinesas.
Outro fator foi o déficit crescente dos governos regionais na China. Cerca de 80 % das receitas das administrações locais vêm do aluguel de terrenos para empreendimentos imobiliários, que minguaram com uma superoferta de moradias.
A China também tem déficit fiscal (receitas menos despesas) crescente. Deve chegar a 8,5 % do PIB neste ano. Isto significa que a China, além de endividada, terá rombos maiores que ampliarão a dívida.
-Estados Unidos e China, as duas maiores economias do mundo, mantêm trajetórias explosivas para o aumento de suas dívidas públicas.
Para o resto do mundo e países muito endividados como o Brasil, haverá pressão para os bancos centrais manterem juros elevados a fim de atrair financiadores de suas dívidas – à medida em que Estados Unidos e China sugarão dinheiro do mundo para rolar débitos.
Em abril, a Fitch Ratings rebaixou de "A+" para "A" (numa escala até "AAA") a classificação para dívidas chinesas em moeda estrangeira, o que deve encarecer o custo de rolagem dos débitos.
A China vem se endividando rapidamente. Os débitos chineses ganharam ímpeto com a decisão há alguns anos de estimular a demanda doméstica.
Isto foi reforçado com a guerra comercial deflagrada pelos Estados Unidos, que pode limitar o acesso da China aos Estados Unidos – destino de 15 % das exportações chinesas.
Outro fator foi o déficit crescente dos governos regionais na China. Cerca de 80 % das receitas das administrações locais vêm do aluguel de terrenos para empreendimentos imobiliários, que minguaram com uma superoferta de moradias.
A China também tem déficit fiscal (receitas menos despesas) crescente. Deve chegar a 8,5 % do PIB neste ano. Isto significa que a China, além de endividada, terá rombos maiores que ampliarão a dívida.
NOTÍCIAS
https://oglobo.globo.com/economia/notic ... anos.ghtml
Com a aceleração da busca por diversificação de parceiros comerciais após o tarifaço de Donald Trump, a China comprou menos do Brasil no primeiro semestre de 2025.
A estratégia, aliada ao preço menor das commodities, fez as exportações brasileiras para o país asiático registrarem a maior queda em dez anos para o período, somando US$ 47,7 bilhões, recuo de 7,5% frente aos primeiros seis meses de 2024.
Por outro lado, as importações cresceram 22 % e atingiram patamar recorde, puxadas pelas vendas de carros híbridos da China para o Brasil.
O volume de carros híbridos importados chegou a US$ 1,38 bilhão.
Tulio Cariello, diretor de pesquisa do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), aponta que a China buscou a diversificação de suas importações.
Para Tulio Cariello, o Brasil também deveria diversificar seus clientes :
— É importante para o Brasil buscar novos mercados para vender.
A queda nos preços da matéria-prima levou a uma retração de 6 % no faturamento.
Por outro lado, um dos destaques do primeiro semestre foi o aumento na venda de compostos de metais de terras-raras do Brasil para a China. Os embarques brasileiros destes materiais para a China somaram US$ 6,7 milhões, mais que o triplo do total exportado no ano passado.
Estes materiais são utilizados amplamente em eletrônicos e ligas metálicas leves, além de terem aplicações em turbinas eólicas, veículos elétricos e sistemas de armazenamento de energia.
O Brasil — que possui a segunda maior reserva de terras-raras do mundo — tem um espaço grande de crescimento deste setor. Ele diz que é preciso fomentar projetos de longo prazo para desenvolver as exportações desses materiais.
Com a aceleração da busca por diversificação de parceiros comerciais após o tarifaço de Donald Trump, a China comprou menos do Brasil no primeiro semestre de 2025.
A estratégia, aliada ao preço menor das commodities, fez as exportações brasileiras para o país asiático registrarem a maior queda em dez anos para o período, somando US$ 47,7 bilhões, recuo de 7,5% frente aos primeiros seis meses de 2024.
Por outro lado, as importações cresceram 22 % e atingiram patamar recorde, puxadas pelas vendas de carros híbridos da China para o Brasil.
O volume de carros híbridos importados chegou a US$ 1,38 bilhão.
Tulio Cariello, diretor de pesquisa do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), aponta que a China buscou a diversificação de suas importações.
Para Tulio Cariello, o Brasil também deveria diversificar seus clientes :
— É importante para o Brasil buscar novos mercados para vender.
A queda nos preços da matéria-prima levou a uma retração de 6 % no faturamento.
Por outro lado, um dos destaques do primeiro semestre foi o aumento na venda de compostos de metais de terras-raras do Brasil para a China. Os embarques brasileiros destes materiais para a China somaram US$ 6,7 milhões, mais que o triplo do total exportado no ano passado.
Estes materiais são utilizados amplamente em eletrônicos e ligas metálicas leves, além de terem aplicações em turbinas eólicas, veículos elétricos e sistemas de armazenamento de energia.
O Brasil — que possui a segunda maior reserva de terras-raras do mundo — tem um espaço grande de crescimento deste setor. Ele diz que é preciso fomentar projetos de longo prazo para desenvolver as exportações desses materiais.



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NOTÍCIAS
https://www.estadao.com.br/internaciona ... o-pescoco/
A carne e o café estão caros nos Estados Unidos desde a aplicação das tarifas contra os produtos do Brasil.
A carne bovina produzida nos Estados Unidos vive a pior queda de produção dos últimos 70 anos.
Nas últimas semanas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um acordo com o presidente da Argentina, Javier Milei, para importar mais carne da Argentina para o mercado dos Estados Unidos.
A escassez do produto levou a aumento de 14 % do preço da carne nos Estados Unidos em 2025.
Congressistas republicanos de Estados produtores de carne pressionaram o presidente americano.
Em contrapartida, os frigoríficos brasileiros exportam para 165 países, e destinaram a carne brasileiros a outros mercados internacionais.
O México passou a vender mais carne para os Estados Unidos e a comprar mais do Brasil.
Já o café é tão importante para os americanos que os importadores racharam a tarifa com os exportadores brasileiros.
Porém, a safra do café foi 25 % menor em 2025, em comparação com 2024.
-A carne e o café estão caros nos Estados Unidos desde a aplicação das tarifas contra os produtos do Brasil.
A carne bovina produzida nos Estados Unidos vive a pior queda de produção dos últimos 70 anos.
Nas últimas semanas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um acordo com o presidente da Argentina, Javier Milei, para importar mais carne da Argentina para o mercado dos Estados Unidos.
A escassez do produto levou a aumento de 14 % do preço da carne nos Estados Unidos em 2025.
Congressistas republicanos de Estados produtores de carne pressionaram o presidente americano.
Em contrapartida, os frigoríficos brasileiros exportam para 165 países, e destinaram a carne brasileiros a outros mercados internacionais.
O México passou a vender mais carne para os Estados Unidos e a comprar mais do Brasil.
Já o café é tão importante para os americanos que os importadores racharam a tarifa com os exportadores brasileiros.
Porém, a safra do café foi 25 % menor em 2025, em comparação com 2024.
NOTÍCIAS
https://www.estadao.com.br/economia/tru ... asileiros/
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva retirando a tarifa adicional de 40 % imposta a diversos produtos brasileiros.
Na prática, a decisão retira a sobretaxa de itens importantes para o setor exportador do Brasil, como café, frutas e carne bovina.
-O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva retirando a tarifa adicional de 40 % imposta a diversos produtos brasileiros.
Na prática, a decisão retira a sobretaxa de itens importantes para o setor exportador do Brasil, como café, frutas e carne bovina.
NOTÍCIAS
https://economia.uol.com.br/noticias/re ... amcham.htm
Com o anúncio de novas exceções para as tarifas feita pelo presidente norte-americano Donald Trump, agora 36,5 % do total de produtos que o Brasil vende aos Estados Unidos estão sujeitas ao tarifaço de 40 %.
Seguem sob taxação itens como mel, pescados e maquinários.
Com o anúncio de novas exceções para as tarifas feita pelo presidente norte-americano Donald Trump, agora 36,5 % do total de produtos que o Brasil vende aos Estados Unidos estão sujeitas ao tarifaço de 40 %.
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NOTÍCIAS
https://www.gazetadopovo.com.br/economi ... s-diz-cni/
Pesquisa encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) à agência Nexus, revela que 38% dos consumidores brasileiros desistiram de comprar em sites internacionais por causa da “taxa das blusinhas”.
Assim ficou conhecido o Imposto de Importação sobre compras de até US$ 50.
O estudo, realizado em outubro de 2025, mostra que o impacto da tributação tem levado parte dos consumidores a reconsiderar compras externas e buscar alternativas nacionais.
"O imposto está em um patamar muito aquém do necessário para equilibrar as condições de concorrência com outros países", disse o superintendente de Economia da CNI, Marcio Guerra.
O frete internacional continua sendo um dos principais obstáculos: 45 % dos consumidores desistiram de compras ao ver o valor do envio.
-Pesquisa encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) à agência Nexus, revela que 38% dos consumidores brasileiros desistiram de comprar em sites internacionais por causa da “taxa das blusinhas”.
Assim ficou conhecido o Imposto de Importação sobre compras de até US$ 50.
O estudo, realizado em outubro de 2025, mostra que o impacto da tributação tem levado parte dos consumidores a reconsiderar compras externas e buscar alternativas nacionais.
"O imposto está em um patamar muito aquém do necessário para equilibrar as condições de concorrência com outros países", disse o superintendente de Economia da CNI, Marcio Guerra.
O frete internacional continua sendo um dos principais obstáculos: 45 % dos consumidores desistiram de compras ao ver o valor do envio.
NOTÍCIAS
https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2 ... 5000.shtml
O Senado Federal aprovou a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 por mês.
A votação ocorreu de forma simbólica, sem a contagem de votos.
O Ministério da Fazenda afirma que cerca de 25 milhões de contribuintes serão beneficiados.
O Senado Federal aprovou a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 por mês.
A votação ocorreu de forma simbólica, sem a contagem de votos.
O Ministério da Fazenda afirma que cerca de 25 milhões de contribuintes serão beneficiados.



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https://www.cnnbrasil.com.br/economia/m ... do-acordo/
O Conselho Europeu, que reúne os chefes de Estado da União Europeia, ratificou o aval ao acordo de livre comércio com o Mercosul numa reunião realizada na cidade de Bruxelas.
O aval da Itália abriu caminho para que o Conselho formasse maioria para a aprovação. Era necessário que ao menos 15 dos 27 países, representando ao menos 65% da população da União Europeia, fosse favorável ao tratado.
A aprovação abre caminho para a assinatura do acordo negociado há 26 anos pelos blocos.
A ideia do Mercosul é marcar para a próxima semana a reunião entre a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, e os líderes sul-americanos para assinar o tratado negociado há 26 anos.
-O Conselho Europeu, que reúne os chefes de Estado da União Europeia, ratificou o aval ao acordo de livre comércio com o Mercosul numa reunião realizada na cidade de Bruxelas.
O aval da Itália abriu caminho para que o Conselho formasse maioria para a aprovação. Era necessário que ao menos 15 dos 27 países, representando ao menos 65% da população da União Europeia, fosse favorável ao tratado.
A aprovação abre caminho para a assinatura do acordo negociado há 26 anos pelos blocos.
A ideia do Mercosul é marcar para a próxima semana a reunião entre a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, e os líderes sul-americanos para assinar o tratado negociado há 26 anos.
NOTÍCIAS
https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2 ... l-ue.shtml
O acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, em negociação desde 1999, foi endossado em Bruxelas, por 21 dos 27 países do bloco europeu.
A opção da maioria dos países europeus a uma integração transatlântica, porém, não desarma o lado protecionista da agricultura do continente.
A incerteza ainda prevalece. O acordo depende de sua aprovação pelo reticente Parlamento Europeu até abril de 2026, o que ofusca sua assinatura na próxima semana no Paraguai.
A França de Emmanuel Macron e as demais vozes contrárias preparam-se para submeter o arranjo ao Tribunal de Justiça da União Europeia, em um processo que pode demorar anos.
Não bastassem tais obstáculos, a possível inclusão no texto de salvaguardas adicionais à importação de produtos agrícolas do Mercosul, avalizada pelo Parlamento Europeu em dezembro de 2025, dificilmente será acatada sem a extração de outras concessões pelo bloco sul-americano.
Reabrir as negociações, de forma abrangente, equivaleria a lançar de novo o acordo em um terreno pantanoso. Não há dúvidas de que ambos os lados já trabalham para evitar tal hipótese, especialmente depois do aval do Conselho Europeu ao texto.
Por si só, esse foi um fato notável. O fracasso da tentativa de dezembro, quando a Itália somou-se ao grupo avesso ao pacto, desdobrou-se em empenho da Comissão Europeia para reverter a obstrução. A tarefa envolveu concessões custosas.
O acesso antecipado da agropecuária europeia a € 45 bilhões (R$ 286 bilhões) em subvenções da Política Agrícola Comum (PAC) e o alívio na taxa de carbono sobre fertilizantes importados garantiram o retorno da Itália à esfera da sensatez.
A medida expôs a convicção da União Europeia sobre sua necessidade imediata de avançar em uma integração com parceiros confiáveis.
Há poucos meios alternativos para o continente enfrentar seu processo de desindustrialização em um contexto de dissolução das regras do comércio internacional e de ameaça latente da Rússia.
Os tarifaços dos Estados Unidos, a agressividade exportadora da China e a competição mundial por minerais estratégicos certamente empurraram ambos os lados em 2025.
A elaboração do texto final, entretanto, não descuidou das sensibilidades industriais do Mercosul e agrícolas da União Europeia.
O prazo de 15 anos para a total liberalização de 91 % da pauta comercial e os mecanismos restritivos inseridos por ambos os lados evidenciam o quão desarrazoada é a insistência de França, Polônia, Hungria, Áustria e Irlanda em sabotar o tratado em nome do protecionismo.
Novos entraves à implementação do acordo, que envolverá 722 milhões de consumidores e um PIB total de US$ 22 trilhões, resultarão em vantagens econômicas perdidas em nome de um uma visão geopolítica míope.
-O acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, em negociação desde 1999, foi endossado em Bruxelas, por 21 dos 27 países do bloco europeu.
A opção da maioria dos países europeus a uma integração transatlântica, porém, não desarma o lado protecionista da agricultura do continente.
A incerteza ainda prevalece. O acordo depende de sua aprovação pelo reticente Parlamento Europeu até abril de 2026, o que ofusca sua assinatura na próxima semana no Paraguai.
A França de Emmanuel Macron e as demais vozes contrárias preparam-se para submeter o arranjo ao Tribunal de Justiça da União Europeia, em um processo que pode demorar anos.
Não bastassem tais obstáculos, a possível inclusão no texto de salvaguardas adicionais à importação de produtos agrícolas do Mercosul, avalizada pelo Parlamento Europeu em dezembro de 2025, dificilmente será acatada sem a extração de outras concessões pelo bloco sul-americano.
Reabrir as negociações, de forma abrangente, equivaleria a lançar de novo o acordo em um terreno pantanoso. Não há dúvidas de que ambos os lados já trabalham para evitar tal hipótese, especialmente depois do aval do Conselho Europeu ao texto.
Por si só, esse foi um fato notável. O fracasso da tentativa de dezembro, quando a Itália somou-se ao grupo avesso ao pacto, desdobrou-se em empenho da Comissão Europeia para reverter a obstrução. A tarefa envolveu concessões custosas.
O acesso antecipado da agropecuária europeia a € 45 bilhões (R$ 286 bilhões) em subvenções da Política Agrícola Comum (PAC) e o alívio na taxa de carbono sobre fertilizantes importados garantiram o retorno da Itália à esfera da sensatez.
A medida expôs a convicção da União Europeia sobre sua necessidade imediata de avançar em uma integração com parceiros confiáveis.
Há poucos meios alternativos para o continente enfrentar seu processo de desindustrialização em um contexto de dissolução das regras do comércio internacional e de ameaça latente da Rússia.
Os tarifaços dos Estados Unidos, a agressividade exportadora da China e a competição mundial por minerais estratégicos certamente empurraram ambos os lados em 2025.
A elaboração do texto final, entretanto, não descuidou das sensibilidades industriais do Mercosul e agrícolas da União Europeia.
O prazo de 15 anos para a total liberalização de 91 % da pauta comercial e os mecanismos restritivos inseridos por ambos os lados evidenciam o quão desarrazoada é a insistência de França, Polônia, Hungria, Áustria e Irlanda em sabotar o tratado em nome do protecionismo.
Novos entraves à implementação do acordo, que envolverá 722 milhões de consumidores e um PIB total de US$ 22 trilhões, resultarão em vantagens econômicas perdidas em nome de um uma visão geopolítica míope.
NOTÍCIAS
https://g1.globo.com/jornal-nacional/no ... dade.ghtml
Está marcada para este mês a assinatura do pacto comercial do Mercosul com a União Europeia e o Mercosul.
Exportadores brasileiros veem nesse acordo uma oportunidade histórica de avançar em produtividade, competitividade e tecnologia.
A perspectiva é de uma inédita integração com a Europa. Com dois lados : o acordo que pode baixar o preço da tecnologia importada é o mesmo que traz o carro europeu para concorrer com o carro nacional.
"A gente tem uma possibilidade de exportação de motores e de transmissões que a gente já produz aqui, mas vejo desafios de competividade que nós temos que seguir nos próximos anos", diz Igor Calvet, presidente da Anfavea.
O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos também vê mais oportunidades.
"O acordo permite a atração de investimentos com facilitação, isso é muito bom, e também a gente pode absorver novas tecnologias, melhorar as nossas tecnologias e também exportar tecnologia", ressalta José Velloso presidente-executivo da Abimaq.
Assim que o acordo começar a valer, 8 em 10 produtos industriais do Mercosul vão entrar na Europa sem tarifa.
Nove em dez produtos europeus devem ter tarifas zeradas de importação em até dez anos. E entre 4 e quinze anos para vinhos e chocolates.
O mercado de carros é o que terá a abertura mais lenta : de 15 a 30 anos.
É tempo suficiente pra se preparar pras oportunidades e riscos, nas contas dos economistas.
E eles dizem que, seja para ganhar mercado na Europa ou enfrentar a concorrência da indústria europeia aqui, o acordo é uma chance histórica de enfrentar antigos problemas estruturais da economia brasileira.
A produtividade das empresas, a instabilidade do ambiente de negócios, a qualificação dos profissionais e o preço alto dos investimentos, o chamado Custo Brasil.
"A abertura comercial como alguns economistas chamam, ela é chamada de mãe de todas as reformas. E por que de mãe de todas as reformas ? Porque ao aumentar a competividade doméstica, né, com os produtos importados, isso acaba por impulsionar o debate de novas reformas que vão aumentar a competitividade do produto nacional", explica Lucas Ferraz coordenador do Centro de Negócios Globais da FGV e ex-secretário nacional de Comércio Exterior.
"Fazer o debate interno de melhoria do ambiente de negócios em paralelo a uma abertura comercial, na verdade, ele é benéfico, faz com que o Brasil atinja, digamos, melhores práticas internacionais, melhore o seu ambiente de negócio de uma forma mais célere", conclui Lucas Ferraz coordenador do Centro de Negócios Globais da FGV e ex-secretário nacional de Comércio Exterior.
-Está marcada para este mês a assinatura do pacto comercial do Mercosul com a União Europeia e o Mercosul.
Exportadores brasileiros veem nesse acordo uma oportunidade histórica de avançar em produtividade, competitividade e tecnologia.
A perspectiva é de uma inédita integração com a Europa. Com dois lados : o acordo que pode baixar o preço da tecnologia importada é o mesmo que traz o carro europeu para concorrer com o carro nacional.
"A gente tem uma possibilidade de exportação de motores e de transmissões que a gente já produz aqui, mas vejo desafios de competividade que nós temos que seguir nos próximos anos", diz Igor Calvet, presidente da Anfavea.
O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos também vê mais oportunidades.
"O acordo permite a atração de investimentos com facilitação, isso é muito bom, e também a gente pode absorver novas tecnologias, melhorar as nossas tecnologias e também exportar tecnologia", ressalta José Velloso presidente-executivo da Abimaq.
Assim que o acordo começar a valer, 8 em 10 produtos industriais do Mercosul vão entrar na Europa sem tarifa.
Nove em dez produtos europeus devem ter tarifas zeradas de importação em até dez anos. E entre 4 e quinze anos para vinhos e chocolates.
O mercado de carros é o que terá a abertura mais lenta : de 15 a 30 anos.
É tempo suficiente pra se preparar pras oportunidades e riscos, nas contas dos economistas.
E eles dizem que, seja para ganhar mercado na Europa ou enfrentar a concorrência da indústria europeia aqui, o acordo é uma chance histórica de enfrentar antigos problemas estruturais da economia brasileira.
A produtividade das empresas, a instabilidade do ambiente de negócios, a qualificação dos profissionais e o preço alto dos investimentos, o chamado Custo Brasil.
"A abertura comercial como alguns economistas chamam, ela é chamada de mãe de todas as reformas. E por que de mãe de todas as reformas ? Porque ao aumentar a competividade doméstica, né, com os produtos importados, isso acaba por impulsionar o debate de novas reformas que vão aumentar a competitividade do produto nacional", explica Lucas Ferraz coordenador do Centro de Negócios Globais da FGV e ex-secretário nacional de Comércio Exterior.
"Fazer o debate interno de melhoria do ambiente de negócios em paralelo a uma abertura comercial, na verdade, ele é benéfico, faz com que o Brasil atinja, digamos, melhores práticas internacionais, melhore o seu ambiente de negócio de uma forma mais célere", conclui Lucas Ferraz coordenador do Centro de Negócios Globais da FGV e ex-secretário nacional de Comércio Exterior.
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https://www.cnnbrasil.com.br/economia/m ... -mercosul/
O Parlamento Europeu decidiu, com 334 votos a favor, 324 votos contra e 11 abstenções, levar o acordo de livre comércio Mercosul- União Europeia à avaliação do Tribunal de Justiça da União Europeia – dias após a assinatura do tratado na cidade de Assunção, no Paraguai.
O Tribunal de Justiça da União Europeia vai avaliar os fundamentos jurídicos do acordo.
Caso a Corte dê parecer negativo sobre o tratado, suas regras não podem entrar em vigor a menos que seu conteúdo seja alterado.
Mesmo que o Tribunal de Justiça da União Europeia não barre o acordo, a aprovação do pedido de judicialização significa atrasar o acordo por um período entre 16 a 18 meses.
O Parlamento Europeu decidiu, com 334 votos a favor, 324 votos contra e 11 abstenções, levar o acordo de livre comércio Mercosul- União Europeia à avaliação do Tribunal de Justiça da União Europeia – dias após a assinatura do tratado na cidade de Assunção, no Paraguai.
O Tribunal de Justiça da União Europeia vai avaliar os fundamentos jurídicos do acordo.
Caso a Corte dê parecer negativo sobre o tratado, suas regras não podem entrar em vigor a menos que seu conteúdo seja alterado.
Mesmo que o Tribunal de Justiça da União Europeia não barre o acordo, a aprovação do pedido de judicialização significa atrasar o acordo por um período entre 16 a 18 meses.








