Educação
- Antonio Felipe
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Re: Educação
Sobre o caso USP, recomendo muito ler esse e outros artigos do Flávio Morgenstern: http://www.implicante.org/artigos/na-us ... -ditadura/
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- Barbano
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Re: Educação
Uma minoria tá agitando e querendo fazer a opinião prevalecer sobre a maioria, que quer sim policiamento no Campus.
Mas a ação da polícia ontem foi sim exagerada. Pelo efetivo e aparato parecia que iam invadir o Morro do Alemão para prender traficantes com armas pesadas, e não estudantes desarmados em uma universidade.
Mas a ação da polícia ontem foi sim exagerada. Pelo efetivo e aparato parecia que iam invadir o Morro do Alemão para prender traficantes com armas pesadas, e não estudantes desarmados em uma universidade.
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Re: Educação
Desarmados não estavam, eles estavam com paus, pedras, tinham até coqueteis molotov.
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- Barbano
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- Valter May
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Re: Educação
Cara, eu to vendo todo esse rolo da USP de dentro e posso falar que o que a mídia está fazendo é uma vergonha. Os meiso de comunicação falam que nós alunos somos vagabundos, então por que razão estamos indo em assembléias nos horários destinados à não aula? A questão é que o reitor, indicado pelo Serra, está querendo privatizar a universidade aos poucos, como é interesse de grandes empresas que investem pesado por fora num local que é estatal. A PM lá dentro atua como força de repressão e circula por lá sem sentido nenhum, já que lá é um autorquia e tomos a nosa propria guarda (que infelizmente é muito defasada e não anda armada). A polícia reprime os movimentos políticos em defesa do interesse individualista de um pequeno grupo. Não sei se deu pra entender direito, mas eu to me sentindo envergonhado, já que também sou estudante, de ver a mídia fudendo com a nossa imagem.
Antônio, esse pequeno grupo que invadiu a reitoria é constituído por uma cambada de idiota que não faz parte do movimento como um todo (eles agiram contra uma assembléia que definia a desocupação do prédio da FFLCH e fizeram essa merda por conta própria). Eu ahco que eles devem arcar com as consequências de seus atos (invasão de propriedade) e que deveriam estar pouco se fudendo para os processos se estivesse realmente engajados pela causa. É isso.
Antônio, esse pequeno grupo que invadiu a reitoria é constituído por uma cambada de idiota que não faz parte do movimento como um todo (eles agiram contra uma assembléia que definia a desocupação do prédio da FFLCH e fizeram essa merda por conta própria). Eu ahco que eles devem arcar com as consequências de seus atos (invasão de propriedade) e que deveriam estar pouco se fudendo para os processos se estivesse realmente engajados pela causa. É isso.
- Scopel
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Re: Educação
Meu projeto de pesquisa na área de Ciência Política recebeu menção honrosa no workshop de iniciação científica...
_____
Ah, deixa eu divulgar a II Semana do pensamento econômico da nossa universidade:
Devido às afirmações que alegam uma nova etapa de desenvolvimento para o Brasil, surge a necessidade de retomarmos o debate do desenvolvimento/ subdesenvolvimento, da dependência, do imperialismo e do subimperialismo na América Latina. Um ciclo de debates que nos anos 60 e 70, entre as várias ditaduras, circulou por todo o continente. Entre os principais intelectuais figuram: Ruy Mauro Marini, Theotônio dos Santos, Vânia Bambirra, André Gunder Frank e Fernando Henrique Cardoso, que dialogavam frontalmente com os teóricos da CEPAL como: Celso Furtado e Raúl Prebisch, levados, posteriormente,a uma revisão dos seus aportes sobre as possibilidades de desenvolvimento.
No ano em que a Teoria da Dependência comemora seus 40 amos de existência, homenagearemos a Vânia Bambirra (UNAM/ UnB), umas de seus principais intelectuais, que estará presente juntamente com o Theotônio dos Santos (UNESCO/ UFF).
Convidamos a tod@s aos debates! Um momento histórico no Brasil! Será o primeiro evento nacional a resgatar e colocar como central um tema tão importante e atual.
Será ofertado também o mini curso: "A evolução do pensamento de Celso Furtado" (Bruno Borja - UFRJ)
Aos interessados em conhecer mais a fundo esse debate e autores disponibilizamos vasto material na GV cópias (grande parte está em espanhol). A pasta tem o seguinte título: Teoria da Dependência, Prof. Fernando Prado - a pasta é de cor amarela.
Maiores informações: http://speufvjm.blogspot.com/
O evento é integralmente organizado e realizado pelos alunos do curso de Ciências Econômicas.
Para quem deseja saber algo sobre Teoria da Dependência: http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_da_Dependência
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Ah, deixa eu divulgar a II Semana do pensamento econômico da nossa universidade:
Devido às afirmações que alegam uma nova etapa de desenvolvimento para o Brasil, surge a necessidade de retomarmos o debate do desenvolvimento/ subdesenvolvimento, da dependência, do imperialismo e do subimperialismo na América Latina. Um ciclo de debates que nos anos 60 e 70, entre as várias ditaduras, circulou por todo o continente. Entre os principais intelectuais figuram: Ruy Mauro Marini, Theotônio dos Santos, Vânia Bambirra, André Gunder Frank e Fernando Henrique Cardoso, que dialogavam frontalmente com os teóricos da CEPAL como: Celso Furtado e Raúl Prebisch, levados, posteriormente,a uma revisão dos seus aportes sobre as possibilidades de desenvolvimento.
No ano em que a Teoria da Dependência comemora seus 40 amos de existência, homenagearemos a Vânia Bambirra (UNAM/ UnB), umas de seus principais intelectuais, que estará presente juntamente com o Theotônio dos Santos (UNESCO/ UFF).
Convidamos a tod@s aos debates! Um momento histórico no Brasil! Será o primeiro evento nacional a resgatar e colocar como central um tema tão importante e atual.
Será ofertado também o mini curso: "A evolução do pensamento de Celso Furtado" (Bruno Borja - UFRJ)
Aos interessados em conhecer mais a fundo esse debate e autores disponibilizamos vasto material na GV cópias (grande parte está em espanhol). A pasta tem o seguinte título: Teoria da Dependência, Prof. Fernando Prado - a pasta é de cor amarela.
Maiores informações: http://speufvjm.blogspot.com/
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Re: Educação
Pai de estudante morto na USP é a favor da PM no campus
http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2 ... ampus.html
O pai do estudante Felipe Ramos de Paiva, de 24 anos, morto em maio durante um assalto na Universidade de São Paulo (USP), defende a presença da Polícia Militar dentro do campus. “Se tivesse polícia, não teria acontecido”, diz o projetista Ocimar Florentino de Paiva. Estudantes que ocupam o prédio da reitoria desde a madrugada de quarta-feira (2) exigem a saída da PM do campus.
O jovem foi baleado na noite de 18 de maio quando se aproximava de seu carro em um estacionamento da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA). Dois homens presos pelo crime foram indiciados por latrocínio. O assassinato motivou a formalização, em 8 de setembro, de um convênio entre representantes da universidade e do comando da Polícia Militar. O documento prevê que, em cinco anos, a corporação aumente a segurança no campus.
O projetista conta que o filho não temia crimes na USP. “A gente nunca pensou no assunto. Comentei que estavam acontecendo alguns sequestros e ele disse que não tinha perigo porque parava o carro pertinho. Ele se sentia seguro porque estava há cinco anos lá. Se a USP tivesse [polícia], com certeza bandido não estaria circulando livremente”, opina.
A Justiça determinou na quinta-feira (3) a reintegração de posse do prédio da reitoria que foi ocupado. Os estudantes foram notificados da decisão e têm até as 17h deste sábado (5) para deixar o local.
Apesar da ordem, os estudantes decidiram resistir e manter a ocupação. Eles querem a saída da Polícia Militar do campus, o fim do convênio com a PM para aumentar a segurança na Cidade Universitária e o fim dos processos administrativos e criminais contra professores, estudantes e funcionários.
As ocupações começaram depois que três universitários foram detidos pela PM após serem flagrados com maconha. Estudantes protestaram contra a prisão em frente a um dos prédios da faculdade e houve confronto com a polícia. Após a confusão, um grupo invadiu o prédio administrativo da FFLCH – que foi liberado na quinta. Na madrugada de quarta, os alunos decidiram ocupar a reitoria.

O pai do estudante Felipe Ramos de Paiva, de 24 anos, morto em maio durante um assalto na Universidade de São Paulo (USP), defende a presença da Polícia Militar dentro do campus. “Se tivesse polícia, não teria acontecido”, diz o projetista Ocimar Florentino de Paiva. Estudantes que ocupam o prédio da reitoria desde a madrugada de quarta-feira (2) exigem a saída da PM do campus.
O jovem foi baleado na noite de 18 de maio quando se aproximava de seu carro em um estacionamento da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA). Dois homens presos pelo crime foram indiciados por latrocínio. O assassinato motivou a formalização, em 8 de setembro, de um convênio entre representantes da universidade e do comando da Polícia Militar. O documento prevê que, em cinco anos, a corporação aumente a segurança no campus.
O projetista conta que o filho não temia crimes na USP. “A gente nunca pensou no assunto. Comentei que estavam acontecendo alguns sequestros e ele disse que não tinha perigo porque parava o carro pertinho. Ele se sentia seguro porque estava há cinco anos lá. Se a USP tivesse [polícia], com certeza bandido não estaria circulando livremente”, opina.
A Justiça determinou na quinta-feira (3) a reintegração de posse do prédio da reitoria que foi ocupado. Os estudantes foram notificados da decisão e têm até as 17h deste sábado (5) para deixar o local.
Apesar da ordem, os estudantes decidiram resistir e manter a ocupação. Eles querem a saída da Polícia Militar do campus, o fim do convênio com a PM para aumentar a segurança na Cidade Universitária e o fim dos processos administrativos e criminais contra professores, estudantes e funcionários.
As ocupações começaram depois que três universitários foram detidos pela PM após serem flagrados com maconha. Estudantes protestaram contra a prisão em frente a um dos prédios da faculdade e houve confronto com a polícia. Após a confusão, um grupo invadiu o prédio administrativo da FFLCH – que foi liberado na quinta. Na madrugada de quarta, os alunos decidiram ocupar a reitoria.

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Re: Educação
Eu sei disso. Um bando de babacas que se revoltou por que decidiram deixar o prédio da FFLCH e resolveram criar caso na reitoria. Sei perfeitamente que é só uma parcela ínfima de estudantes, que não representam os uspianos como um todo. Um grão de areia no deserto.Valter May escreveu:Antônio, esse pequeno grupo que invadiu a reitoria é constituído por uma cambada de idiota que não faz parte do movimento como um todo (eles agiram contra uma assembléia que definia a desocupação do prédio da FFLCH e fizeram essa merda por conta própria). Eu ahco que eles devem arcar com as consequências de seus atos (invasão de propriedade) e que deveriam estar pouco se fudendo para os processos se estivesse realmente engajados pela causa. É isso.
Olha, por mais que a USP seja um autarquia, ela não é um estado independente para renegar a presença da PM (como nenhuma autarquia o é).
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Re: Educação
Que bobagem. Nas ruas também tem polícia, e nem por isso os bandidos deixam de circular nelas. O crime poderia ter acontecido com ou sem policiamento no campus. Mas o policiamento ajuda, claro.Erick Alessandro escreveu:Pai de estudante morto na USP é a favor da PM no campusO projetista conta que o filho não temia crimes na USP. “A gente nunca pensou no assunto. Comentei que estavam acontecendo alguns sequestros e ele disse que não tinha perigo porque parava o carro pertinho. Ele se sentia seguro porque estava há cinco anos lá. Se a USP tivesse [polícia], com certeza bandido não estaria circulando livremente”, opina.
Me espanta a imbecilidade dos que veem os estudantes da USP como um bando de maconheiros vagabundos mimados. Alguém acha mesmo que a universidade é a melhor do Brasil só por causa de estrutura ou corpo docente? É óbvio que os estudantes são fundamentais para isso. Todos veem as pingas que eles tomam nas festas e baladas, mas não o quanto eles ralam na época de provas e trabalhos. No ICMC daqui até de madrugada tem alunos nos laboratórios...
Tem aluno maconheiro? Tem, como também tá cheio de artistas, cantores e outros profissionais "maconheiros", idolatrados pelos mesmos que querem que a polícia reprima tais alunos. Que tal mandar a polícia descer o porrete nos artistas da Globo e nas bandas por aí? É tudo um bando de maconheiro mesmo, né?
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Re: Educação
Não sei se é uma lei propriamente dita, mas PM não tem poder dentro de universidades federais [apenas as policia federal], a não ser que a diretoria [ou reitoria] autorizem a sua presença. Mas não USP é estadual, de todo modo.Antonio Felipe escreveu:Eu sei disso. Um bando de babacas que se revoltou por que decidiram deixar o prédio da FFLCH e resolveram criar caso na reitoria. Sei perfeitamente que é só uma parcela ínfima de estudantes, que não representam os uspianos como um todo. Um grão de areia no deserto.Valter May escreveu:Antônio, esse pequeno grupo que invadiu a reitoria é constituído por uma cambada de idiota que não faz parte do movimento como um todo (eles agiram contra uma assembléia que definia a desocupação do prédio da FFLCH e fizeram essa merda por conta própria). Eu ahco que eles devem arcar com as consequências de seus atos (invasão de propriedade) e que deveriam estar pouco se fudendo para os processos se estivesse realmente engajados pela causa. É isso.
Olha, por mais que a USP seja um autarquia, ela não é um estado independente para renegar a presença da PM (como nenhuma autarquia o é).
Na nossa universidade a policia é autorizada a entrar no campus para a ronda, mas não ficam dentro o tempo todo e nem se metem com os alunos.
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Re: Educação
FOLHA DE S.PAULO
Maioria dos estudantes da USP apoia a PM no campus
58% são a favor de policiamento na Cidade Universitária, revela Datafolha

A maioria dos estudantes da USP em São Paulo é a favor da presença da Polícia Militar na Cidade Universitária.
Pesquisa feita pelo Datafolha na última quarta-feira com alunos de 28 unidades aponta que 58% deles apoiam o policiamento no campus, na zona oeste da capital.
A polêmica sobre o convênio firmado entre reitoria e PM, em vigor há dois meses, está no centro dos protestos que agitam a universidade desde o final de outubro.
O aval aos policiais militares no campus, no entanto, não é homogêneo. Tem ampla maioria em exatas (77% a favor) e biológicas (76%), mas é minoritário em humanas (40% a favor e 54% contra).
Na FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas) -onde a detenção de três estudantes com maconha serviu como estopim das manifestações-, 70% dos alunos são contrários.
Por outro lado, o apoio é ostensivo em unidades como a Escola Politécnica (86% querem a PM) e as faculdades de Medicina (73%) e Economia e Administração (72%).
Na ECA (Escola de Comunicações e Artes), a polêmica divide os alunos : 47% a favor e 42% contra. A margem de erro é de quatro pontos percentuais para mais ou menos.
O levantamento também aponta que a maioria (57%) tem mais confiança do que medo na PM. Iguais 57%, porém, acham que a presença policial no campus não alterou a sensação de segurança.
Um em cada dez alunos declarou já ter sido vítima de algum crime dentro da USP -31% deles após a polícia começar a patrulhar o campus.
Embora a maioria apoie a PM na Cidade Universitária, os estudantes se dividem sobre a ação policial para retirar um grupo de alunos que havia invadido a reitoria.
Segundo a pesquisa, 45% aprovaram e 46% reprovaram a operação, que contou com 400 policiais, cavalos e helicópteros. O resultado se explica, diz o Datafolha, pelo fato de 55% avaliarem que a polícia usou de muita força. Estudantes disseram ter sido agredidos, o que a PM nega.
Sobre a invasão de prédios da USP, a ampla maioria (73%) declarou ser contra.
Primeiro, os alunos tomaram a FFLCH, logo após a detenção dos alunos. Quatro dias depois, uma assembleia aprovou a desocupação, mas um grupo invadiu a reitoria.
Para 53%, os invasores devem ser punidos. Entre os alunos da FFLCH, essa ideia é defendida por apenas 24%.
Um em cada dez estudantes entrevistados na pesquisa Datafolha declarou que já foi vítima de algum crime na USP na capital.
Desses, metade disse ter sido alvo de furtos (de veículos e outros bens), enquanto 2% citou assalto e 1%, agressão.
A maioria desses alunos, porém (56%), relatou que a ação criminosa ocorreu há mais de dois meses, antes, portanto, de a Polícia Militar passar a fazer o patrulhamento da Cidade Universitária.
Outros 31% disseram que foram vítimas quando policiais militares já atuavam rotineiramente no campus - o restante não respondeu.
Antes, a entrada da PM no campus não era vetada, mas as ações de patrulhamento eram feitas basicamente pela Guarda Universitária.
Outra constatação do Datafolha é que a ampla maioria dos estudantes (79%) têm medo de circular pelos campi da capital durante a noite.
O índice é maior entre as mulheres (83%, sendo que 46% dizem ter muito medo) e entre os alunos dos cursos da área biológica (90%).
O maior campus da USP na capital é a Cidade Universitária, que tem uma área equivalente a mil campos de futebol, com um bosque e grandes estacionamentos.
Além das longas distâncias entre as unidades, alunos costumam reclamar da iluminação, considerada precária.
Durante o dia, o índice dos que têm medo de circular pelos campi da capital cai para 35%. No campus USP-Leste, a taxa dos que afirmam ter medo de circular à noite é menor do que a média: 64%.
Embora a maioria apoie o convênio que permitiu o patrulhamento diário da Cidade Universitária pela PM, para 57%, a sensação de segurança hoje é a mesma de antes da presença mais ostensiva dos policiais militares.
Para 28%, a sensação aumentou, e para 9%, caiu.
A percepção de que o ambiente ficou mais seguro com a polícia é maior entre os estudantes de exatas (46%) e biológicas (36%) do que entre os de humanas (18%), área que concentra a principal resistência à ação policial.
Entre as unidades de ensino, a maior rejeição à PM vem dos alunos da FFLCH, palco do episódio policial -a detenção de três alunos com maconha- que detonou os protestos : 70% de seus alunos dizem que a sensação de segurança não mudou nada com as rondas policiais.
Maioria dos estudantes da USP apoia a PM no campus
58% são a favor de policiamento na Cidade Universitária, revela Datafolha

A maioria dos estudantes da USP em São Paulo é a favor da presença da Polícia Militar na Cidade Universitária.
Pesquisa feita pelo Datafolha na última quarta-feira com alunos de 28 unidades aponta que 58% deles apoiam o policiamento no campus, na zona oeste da capital.
A polêmica sobre o convênio firmado entre reitoria e PM, em vigor há dois meses, está no centro dos protestos que agitam a universidade desde o final de outubro.
O aval aos policiais militares no campus, no entanto, não é homogêneo. Tem ampla maioria em exatas (77% a favor) e biológicas (76%), mas é minoritário em humanas (40% a favor e 54% contra).
Na FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas) -onde a detenção de três estudantes com maconha serviu como estopim das manifestações-, 70% dos alunos são contrários.
Por outro lado, o apoio é ostensivo em unidades como a Escola Politécnica (86% querem a PM) e as faculdades de Medicina (73%) e Economia e Administração (72%).
Na ECA (Escola de Comunicações e Artes), a polêmica divide os alunos : 47% a favor e 42% contra. A margem de erro é de quatro pontos percentuais para mais ou menos.
O levantamento também aponta que a maioria (57%) tem mais confiança do que medo na PM. Iguais 57%, porém, acham que a presença policial no campus não alterou a sensação de segurança.
Um em cada dez alunos declarou já ter sido vítima de algum crime dentro da USP -31% deles após a polícia começar a patrulhar o campus.
Embora a maioria apoie a PM na Cidade Universitária, os estudantes se dividem sobre a ação policial para retirar um grupo de alunos que havia invadido a reitoria.
Segundo a pesquisa, 45% aprovaram e 46% reprovaram a operação, que contou com 400 policiais, cavalos e helicópteros. O resultado se explica, diz o Datafolha, pelo fato de 55% avaliarem que a polícia usou de muita força. Estudantes disseram ter sido agredidos, o que a PM nega.
Sobre a invasão de prédios da USP, a ampla maioria (73%) declarou ser contra.
Primeiro, os alunos tomaram a FFLCH, logo após a detenção dos alunos. Quatro dias depois, uma assembleia aprovou a desocupação, mas um grupo invadiu a reitoria.
Para 53%, os invasores devem ser punidos. Entre os alunos da FFLCH, essa ideia é defendida por apenas 24%.
Um em cada dez estudantes entrevistados na pesquisa Datafolha declarou que já foi vítima de algum crime na USP na capital.
Desses, metade disse ter sido alvo de furtos (de veículos e outros bens), enquanto 2% citou assalto e 1%, agressão.
A maioria desses alunos, porém (56%), relatou que a ação criminosa ocorreu há mais de dois meses, antes, portanto, de a Polícia Militar passar a fazer o patrulhamento da Cidade Universitária.
Outros 31% disseram que foram vítimas quando policiais militares já atuavam rotineiramente no campus - o restante não respondeu.
Antes, a entrada da PM no campus não era vetada, mas as ações de patrulhamento eram feitas basicamente pela Guarda Universitária.
Outra constatação do Datafolha é que a ampla maioria dos estudantes (79%) têm medo de circular pelos campi da capital durante a noite.
O índice é maior entre as mulheres (83%, sendo que 46% dizem ter muito medo) e entre os alunos dos cursos da área biológica (90%).
O maior campus da USP na capital é a Cidade Universitária, que tem uma área equivalente a mil campos de futebol, com um bosque e grandes estacionamentos.
Além das longas distâncias entre as unidades, alunos costumam reclamar da iluminação, considerada precária.
Durante o dia, o índice dos que têm medo de circular pelos campi da capital cai para 35%. No campus USP-Leste, a taxa dos que afirmam ter medo de circular à noite é menor do que a média: 64%.
Embora a maioria apoie o convênio que permitiu o patrulhamento diário da Cidade Universitária pela PM, para 57%, a sensação de segurança hoje é a mesma de antes da presença mais ostensiva dos policiais militares.
Para 28%, a sensação aumentou, e para 9%, caiu.
A percepção de que o ambiente ficou mais seguro com a polícia é maior entre os estudantes de exatas (46%) e biológicas (36%) do que entre os de humanas (18%), área que concentra a principal resistência à ação policial.
Entre as unidades de ensino, a maior rejeição à PM vem dos alunos da FFLCH, palco do episódio policial -a detenção de três alunos com maconha- que detonou os protestos : 70% de seus alunos dizem que a sensação de segurança não mudou nada com as rondas policiais.



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Re: Educação
Sinceramente, acho que a verdadeira discussão nunca foi a necessidade ou não da presença da polícia no campus.
____________
Hoje com tanta informação variada na internet, eu acho quase inaceitável que jovens pensantes fiquem dependendo de dois ou três jornais para obterem informações. Qualquer um que deseja realmente entender uma situação deve procurar compreender o contexto dos fatos e ler tudo o que puder, especialmente as opiniões que considere adversas das suas.
Então, desliguem a tv e leiam de tudo na net: cartamaior, g1, r7, cartacapital, brasildefato, viomundo, correiodacidadania, folhaonline, folhadesãopaulo, estadão, veja, istoé, caros amigos, playboy, cmi midia independente, etc.
Atenção nesse deputado aqui e nas questões que ele coloca:
____________
Pesquisadores da USP repudiam invasão dos espaços da política pela PM
Nota pública de pesquisadores da Universidade de São Paulo sobre a crise da USP
Nós, pesquisadores da Universidade de São Paulo auto-organizados, viemos por meio desta nota divulgar o nosso posicionamento frente à recente crise da USP.
No dia 08 de novembro de 2011, vários grupamentos da polícia militar realizaram uma incursão violenta na Universidade de São Paulo, atendendo ao pedido de reintegração de posse requisitado pela reitoria e deferido pela Justiça. Durante essa ação, a moradia estudantil (CRUSP) foi sitiada com o uso de gás lacrimogêneo e um enorme aparato policial. Paralelamente, as tropas da polícia levaram a cabo a desocupação do prédio da reitoria, impedindo que a imprensa acompanhasse os momentos decisivos da operação. Por fim, 72 estudantes foram presos, colocados nos ônibus da polícia, e encaminhados para o 91º DP, onde permaneceram retidos nos veículos, em condições precárias, por várias horas.
Ao contrário do que tem sido propagandeado pela grande mídia, a crise da USP, que culminou com essa brutal ocupação militar, não tem relação direta com a defesa ou proibição do uso de drogas no campus. Na verdade, o que está em jogo é a incapacidade das autoritárias estruturas de poder da universidade de admitir conflitos e permitir a efetiva participação da comunidade acadêmica nas decisões fundamentais da instituição. Essas estruturas revelam a permanência na USP de dispositivos de poder forjados pela ditadura militar, entre os quais: a inexistência de eleições representativas para Reitor, a ingerência do Governo estadual nesse processo de escolha e a não-revogação do anacrônico regimento disciplinar de 1972.
Valendo-se desta estrutura, o atual reitor, não por acaso laureado pela ditadura militar, João Grandino Rodas, nos diversos cargos que ocupou, tem adotado medidas violentas: processos administrativos contra estudantes e funcionários, revistas policiais infundadas e recorrentes nos corredores das unidades e centros acadêmicos, vigilância sobre participantes de manifestações e intimidação generalizada.
Este problema não é um privilégio da USP. Tirando proveito do sentimento geral de insegurança, cuidadosamente manipulado, o Governo do Estado cerceia direitos civis fundamentais de toda sociedade. Para tanto, vale-se da polícia militar, ela própria uma instituição incompatível com o Estado Democrático de Direito, como instrumento de repressão a movimentos sociais, aos moradores da periferia, às ocupações de moradias, aos trabalhadores informais, entre outros.
Por tudo isso, nós, pesquisadores da Universidade de São Paulo, alunos de pós-graduação, mestres e doutores, repudiamos o fato de que a polícia militar ocupe, ou melhor, invada os espaços da política, na Universidade e na sociedade como um todo.
http://www.viomundo.com.br/voce-escreve ... la-pm.html
Nota pública de pesquisadores da Universidade de São Paulo sobre a crise da USP
Nós, pesquisadores da Universidade de São Paulo auto-organizados, viemos por meio desta nota divulgar o nosso posicionamento frente à recente crise da USP.
No dia 08 de novembro de 2011, vários grupamentos da polícia militar realizaram uma incursão violenta na Universidade de São Paulo, atendendo ao pedido de reintegração de posse requisitado pela reitoria e deferido pela Justiça. Durante essa ação, a moradia estudantil (CRUSP) foi sitiada com o uso de gás lacrimogêneo e um enorme aparato policial. Paralelamente, as tropas da polícia levaram a cabo a desocupação do prédio da reitoria, impedindo que a imprensa acompanhasse os momentos decisivos da operação. Por fim, 72 estudantes foram presos, colocados nos ônibus da polícia, e encaminhados para o 91º DP, onde permaneceram retidos nos veículos, em condições precárias, por várias horas.
Ao contrário do que tem sido propagandeado pela grande mídia, a crise da USP, que culminou com essa brutal ocupação militar, não tem relação direta com a defesa ou proibição do uso de drogas no campus. Na verdade, o que está em jogo é a incapacidade das autoritárias estruturas de poder da universidade de admitir conflitos e permitir a efetiva participação da comunidade acadêmica nas decisões fundamentais da instituição. Essas estruturas revelam a permanência na USP de dispositivos de poder forjados pela ditadura militar, entre os quais: a inexistência de eleições representativas para Reitor, a ingerência do Governo estadual nesse processo de escolha e a não-revogação do anacrônico regimento disciplinar de 1972.
Valendo-se desta estrutura, o atual reitor, não por acaso laureado pela ditadura militar, João Grandino Rodas, nos diversos cargos que ocupou, tem adotado medidas violentas: processos administrativos contra estudantes e funcionários, revistas policiais infundadas e recorrentes nos corredores das unidades e centros acadêmicos, vigilância sobre participantes de manifestações e intimidação generalizada.
Este problema não é um privilégio da USP. Tirando proveito do sentimento geral de insegurança, cuidadosamente manipulado, o Governo do Estado cerceia direitos civis fundamentais de toda sociedade. Para tanto, vale-se da polícia militar, ela própria uma instituição incompatível com o Estado Democrático de Direito, como instrumento de repressão a movimentos sociais, aos moradores da periferia, às ocupações de moradias, aos trabalhadores informais, entre outros.
Por tudo isso, nós, pesquisadores da Universidade de São Paulo, alunos de pós-graduação, mestres e doutores, repudiamos o fato de que a polícia militar ocupe, ou melhor, invada os espaços da política, na Universidade e na sociedade como um todo.
Alunos da ECA/USP: “Está sendo praticado o antijornalismo”
http://www.viomundo.com.br/voce-escreve ... lismo.html
http://www.viomundo.com.br/voce-escreve ... lismo.html
Hoje com tanta informação variada na internet, eu acho quase inaceitável que jovens pensantes fiquem dependendo de dois ou três jornais para obterem informações. Qualquer um que deseja realmente entender uma situação deve procurar compreender o contexto dos fatos e ler tudo o que puder, especialmente as opiniões que considere adversas das suas.
Então, desliguem a tv e leiam de tudo na net: cartamaior, g1, r7, cartacapital, brasildefato, viomundo, correiodacidadania, folhaonline, folhadesãopaulo, estadão, veja, istoé, caros amigos, playboy, cmi midia independente, etc.
Atenção nesse deputado aqui e nas questões que ele coloca:
Paulo Teixeira: “Três estudantes fumando maconha não ameaçam segurança de ninguém”
Paulo Teixeira: “Três estudantes fumando maconha não ameaçam segurança de ninguém”
http://www.viomundo.com.br/entrevistas/ ... nguem.html
Leiam sem preconceito.Paulo Teixeira: “Três estudantes fumando maconha não ameaçam segurança de ninguém”
http://www.viomundo.com.br/entrevistas/ ... nguem.html
- Barbano
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Re: Educação
Três estudantes fumando maconha no gramado ameaçam tando quanto um estudante tocando uma punheta lá ou dois estudantes praticando sexo.
O que não quer dizer que a polícia deva fazer vista grossa para alguma dessas ilegalidades...
Sem contar que quem usa drogas sustenta o tráfico, que sustenta boa parte da criminalidade de hoje.
O que não quer dizer que a polícia deva fazer vista grossa para alguma dessas ilegalidades...
Sem contar que quem usa drogas sustenta o tráfico, que sustenta boa parte da criminalidade de hoje.
- Scopel
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Re: Educação
O deputado discute ponderadamente tudo isso.
O incrível é que ainda se acredite que o uso de drogas pode ser contido com a repressão violenta de usuários e traficantes. Até o FHC já admitiu que a política antidrogas das últimas três décadas em todo o mundo foi um fracasso. É preciso repensar.
De todo modo, usuário não é criminoso. É uma questão de saúde pública, não criminal.
O incrível é que ainda se acredite que o uso de drogas pode ser contido com a repressão violenta de usuários e traficantes. Até o FHC já admitiu que a política antidrogas das últimas três décadas em todo o mundo foi um fracasso. É preciso repensar.
De todo modo, usuário não é criminoso. É uma questão de saúde pública, não criminal.
- Don Juan Thiago
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Re: Educação
Quer discutir a questão da legalização da maconha, beleza, todo mundo é (mais ou menos) livre pra isso. Mas esse debate não supera a questão legal.
Enquanto a lei não muda, quem usa maconha deve ser levado à delegacia para a assinatura do termo circunstanciado (Lei 11.343/06), seja uspiano ou não. O debate é bacana, mas não tira esses indivíduos do olhar da Justiça.
Enquanto a lei não muda, quem usa maconha deve ser levado à delegacia para a assinatura do termo circunstanciado (Lei 11.343/06), seja uspiano ou não. O debate é bacana, mas não tira esses indivíduos do olhar da Justiça.
















