FOLHA DE S.PAULO
. A Globo pretende transformar a disputa das TVs pelo Brasileirão no embate: dinheiro x know-how.
A Folha apurou que na última reunião da rede com o Clube dos 13, entidade que negocia o campeonato, na semana passada, a Globo pediu que levasse em conta não só as propostas financeiras das emissoras, como também a experiência na transmissão do Brasileirão.
A Globo falou de sua estrutura na transmissão nacional dos jogos e da visibilidade que proporciona aos times e jogadores na programação.
A Globo também questionou a capacidade técnica dos concorrentes.
Segundo fontes ligadas à Globo, uma estrutura simples que integra a transmissão de uma partida - uma unidade móvel com dozes câmeras e diretor - envolve o gasto médio de R$ 50 mil.
O custo operacional da transmissão de cada partida é de cerca de R$ 2,5 milhões.
A Globo, por sua vez, disse ao Clube dos 13 que não estaria disposta a pagar R$ 500 milhões pelo evento, valor pretendido pela entidade.
Na Record comenta-se que a proposta chegará perto.
O Clube dos 13 vai licitar o Brasileirão em março, em cinco plataformas (TV aberta, TV paga, celular, internet e pay-per-view), em esquema de envelopes fechados com propostas dos interessados.
Seu Madruga Veste Preto escreveu:Poderia ser pior com Kleber Leite, um filho da puta de longa data, no Clube dos 13.
Prefiro o Kléber do que o Koff.
--
FOLHA DE S.PAULO

. A disputa pelos direitos de transmissão dos Brasileiros de 2012 a 2014 está passando por seu momento mais tenso.
A maior disputa, por enquanto, é em relação à TV aberta, na qual estão na linha de frente Globo e Record.
O lance mínimo para a aquisição desses direitos é de R$ 500 milhões. Hoje, são pagos cerca de R$ 280 milhões.
Ainda estão em jogo direitos de TV fechada, pay-per -view, celular, internet e transmissão internacional.
O edital de concorrência sairá ainda nesta semana.
Porém a Folha apurou que a Globo tenta negociar diretamente com os clubes.
A iniciativa anima
cartolas que não são a favor do C13, como o presidente do Corinthians, Andres Sanchez.
Andres, aliás, disse ontem que o departamento jurídico do clube analisa meios para a desfiliação do C13. "Há mais de dez anos há críticas em cima do Clube dos 13, que só negocia direitos de transmissão", afirmou o cartola.
O clube tem boa relação com a Globo e pretende negociar só com a emissora.
Presidente do Atlético-MG e membro da comissão do C13 que discute os direitos de transmissão, Alexandre Kalil defende a negociação em conjunto. "Isso [negociação separada] vai causar um prejuízo ao futebol que não se recupera em 20 anos."
Ele prevê problemas se todos não fecharem com uma única emissora. "Caso o Corinthians não assine com todos, é simples: quando vier jogar com o Atlético, a emissora deles não transmite."
Para Kalil, não importa em qual rede de TV o Brasileiro será transmitido. "Vencerá quem pagar mais", diz.
Andres, porém, crê que, por ser um dos clubes que mais dão audiência, o Corinthians deveria receber valor maior que seus rivais.
Outros clubes que adotam essa linha de pensamento poderão deixar a entidade.
No último contrato foram pagos R$ 1,6 bilhão pelos direitos de todas as mídias. A expectativa para o próximo acordo é que esse valor aumente cerca de 50%.