

. O Principado de Mônaco é, sem dúvida, um dos lugares mais glamourosos do mundo, sinônimo de exclusividade, luxo e badalação.
Mas o apresentador Galvão Bueno, 59 anos, da Globo, que há dois anos se tornou um dos privilegiados moradores à beira da marina do microestado localizado ao sul da França, garantiu que leva por ali uma rotina de simplicidade. Não é falsa modéstia. Num passeio com CONTIGO!, na semana passada, com a mulher, Desirée Soares, 41, o filho, Luca, 9, e Leonardo, 15, do primeiro casamento dela, Galvão mostrou que seu luxo mesmo é ter tempo para levar os filhos à escola, correr com a mulher todos os dias à beira da marina, ir ao supermercado, andar a pé pelas ruas, assistir a um jogo no estádio ou ficar em casa. ''Morar em Mônaco era um sonho antigo, foi um prêmio que me dei, e um prêmio que Deus me deu depois de 40 anos de trabalho. Por incrível que pareça, mudar para cá me trouxe uma vida extremamente familiar. Tenho uma rotina caseira'', garantiu ele nesta entrevista exclusiva, sobre seus maiores prazeres e a Copa do Mundo.
Por que morar em Mônaco ?
Por vários motivos. Primeiro, era um sonho antigo. Venho a Mônaco desde 1975 e tinha isso na cabeça desde o fim dos anos 80, quando vinha para cá e ficava na casa do meu amigo Ayrton Senna. Brincava com ele: ''Um dia ainda vou morar aqui''. Ninguém pode dizer que não seja um lugar incrível. É uma pequena cidade de interior com extrema beleza, mas com tudo o que há de mais moderno no mundo, e 110% de segurança. Posso fazer o que quiser, levar meu filho à escola e pegar, ir ao supermercado com a minha mulher, posso andar na rua. É uma delícia. Meu filho Luca vai para o treino de futebol ou para a casa do amigo sozinho, não me preocupo, não precisa ter um segurança acompanhando, como acontecia no Brasil. É tranquilidade, conforto e liberdade total. Fora a formação cultural e acadêmica que eles estão tendo. E a praticidade que é para mim, pois estou há poucas horas ou minutos das corridas de Fórmula-1 e dos jogos da seleção, a maioria na Europa.
Você tem mais tempo para a família ?
Exatamente, morar aqui me permite passar mais tempo em casa. O que não pude fazer com meus filhos mais velhos e minha ex-mulher, Lúcia, que se foi no fim de fevereiro, faço com os meninos e Desirée. São coisas simples, é qualidade de vida. Antes, eu não parava em casa. Agora, sabe o que é minha vida ? Acordo, vou correr, volto, trabalho, vou buscar as crianças na escola, tomo um vinho com Desirée...
Não pensa mais em morar no Brasil ?
O Brasil é minha casa, jamais deixarei o Brasil. É o ninho. Vou sempre lá. Nos últimos 30 anos da minha vida, sempre passei seis meses no meu país e seis no exterior. Continuo do mesmo jeito, só que inverti o eixo.
É muito caro morar em Mônaco ?
Aluguel é mais caro, o resto é normal. Um supermercado aqui ou na França custa o mesmo preço. O colégio dos meninos é mais barato do que se eles estudassem no Brasil. Sério ! E é importante dizer que todos os meus impostos são pagos no Brasil. Tudo, tudo. Aqui em Mônaco uso legalmente o que a lei me permite para sustentar a minha família. Só. Nada além disso. Antes, eu tinha sete empregados, agora eu tenho um, que vai embora às 17h. Eu e Desirée que colocamos a mesa do jantar.
Vocês já se encontraram com a princesa Stefanie de Mônaco ?
A gente encontra com ela toda hora na praia. Ela vai, para o carrinho dela, senta na cadeirinha, deita, mergulha, anda, corre. É gente, né ? Em Mônaco, ninguém é diferente de ninguém.
As crianças gostam de morar aqui ?
Claro, eles sabem a importância para eles. Tem todo um lado cultural e acadêmico. Luca tem 9 anos e já fala e escreve em inglês e francês fluentemente. Aqui, ele não é filho de ninguém, se vira. Leo está sofrendo um pouco porque está no ensino médio, a dois anos de ir para faculdade.
Agora, falando de trabalho, Galvão, está animado para Copa ? Pronto para gritar: hexa, hexa, hexa !
Estou sempre animado. O fato de ser na África acho fantástico. Já era tempo de ter uma Copa no continente africano. Ser na África do Sul é mais fantástico ainda.
Desirée vai te acompanhar ?
A primeira viagem dela comigo foi para um grande prêmio na Austrália, em 2000. E, nesses dez anos, ela virou esse mundo de Deus inteiro. Fomos para a América do Sul, Central, do Norte, Europa, África, Ásia, Oriente Médio, todos os lados. Sempre que é possível ela está comigo. Foi à Copa da Coreia e da Alemanha, e vai agora na da África.
Você acha legal essa linha dura do Dunga ?
O Dunga não é linha dura. Ele é o que é. Um cara extremamente sério, que não abre concessões, como sempre foi como jogador. Eu vou à casa dos jogadores no Na Estrada (seu programa no Sportv) e todos eles dizem que o Dunga é gente boa. Não sou eu quem está aqui para discutir. Acho que, às vezes, toma atitudes desnecessárias. Ele exagera em certos pontos. Mas o trabalho dele, até hoje, é incontestável. Vamos esperar a Copa.
E o que você acha do time ? Você escalaria Ronaldinho Gaúcho, por exemplo ?
O Ronaldinho Gaúcho, pelo que está jogando hoje, tinha de estar na Copa. Hoje temos um grupo que se impôs pelos resultados, mas que não sei se é o melhor que poderíamos levar para a Copa. Vamos ver o que acontece... Os resultados são indiscutíveis. Em quatro anos de trabalho, a seleção do Dunga ganhou a Copa América, a das Confederações, se classificou em primeiro nas Eliminatórias, ganhou do Uruguai, coisa que não acontecia há quase 30 anos, lá. Os resultados impõem esse grupo. Vamos esperar a Copa.


















