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A Federação Internacional de Basquete (Fiba) manteve ao menos até maio a suspensão dada à Confederação Brasileira de Basketball (CBB).
Uma reunião realizada no mesmo dia em Lausanne, na Suíça, com representantes da Fiba, CBB, LNB e com os dois candidatos à presidência da entidade brasileira prometia uma resolução para a questão, o que não aconteceu.
Na conversa, a mandatária do basquete mundial garantiu ter sugerido soluções e estabelecido alguns termos a serem cumpridos até o fim de abril para que a reintegração da CBB seja possível a partir de maio.
Candidato pela Chapa Transparência, Guy Peixoto esteve na reunião e não saiu nem um pouco satisfeito da conversa com a Fiba. Para ele, a reunião focou apenas na gestão Carlos Nunes e não se aprofundou na busca por soluções para o basquete no Brasil.
Usando palavras fortes, Peixoto deixou a entender que talvez a Fiba não esteja tão preocupada assim em ajudar o basquete do país.
- Não vi sentido nesta reunião, pois não se buscou nenhuma solução para o nosso basquete, muito pelo contrário, a pauta foi direcionada ao atual mandatário da Confederação Brasileira de Basketball (CBB), que deixou de cumprir os seus compromissos internacionais, especialmente os relacionados à FIBA. Não me pareceu que a entidade maior do basquete mundial estivesse preocupada ou propensa em ajudar o basquete brasileiro, que é rico em conquistas e história, por isso, saí deste encontro frustrado, decepcionado e revoltado - disse Guy Peixoto.
Ele também não entendeu o sentido da manutenção da punição. Com a suspensão até maio, as seleções brasileiras, inclusive de base, seguem fora das competições internacionais, o que atrapalha o desenvolvimento dos jovens atletas. Os clubes também não podem disputar torneios internacionais de forma oficial.
- Falo como um ex-jogador, que iniciou a prática do basquete muito jovem, no Pará, e viveu o sonho de chegar à Seleção Brasileira, seguindo um caminho para isso, quando jogou competições de base representando o seu estado e depois foi chamado para defender o CA Monte Líbano, de São Paulo. Hoje em dia, com essa punição, não seria possível acontecer, por isso, considero uma atitude despropositada - conta Guy Peixoto.