Por onde anda?

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Re: Por onde anda ?

Mensagem por CHarritO » 13 Ago 2013, 11:12

http://globoesporte.globo.com/sp/ribeir ... doria.html

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O sonho do goleiro Doni, de retornar aos gramados em 2014, defendendo o Botafogo-SP no Campeonato Paulista, clube que o revelou em 2001, chegou ao fim. O jogador, que coleciona passagens por seleção brasileira, Corinthians, Santos, Cruzeiro, Roma, Liverpool, entre outros, anunciou que não voltará a jogar profissionalmente, conforme desejara ao assinar contrato com o time de Ribeirão Preto, em janeiro deste ano.

O agora ex-jogador, que voltou ao Brasil para tratar os problemas cardíacos diagnosticados durante uma bateria de testes realizada na Inglaterra, lamentou o desfecho de sua carreira sem realizar uma das vontades de seu filho, que era de vê-lo em campo.

- Deus não quer que eu jogue mais futebol. Deixar o futebol entristece, sobretudo porque meu filhos Nicholas sempre quis me ver em campo - declarou o jogador à Agência Estado.

Apesar de encerrar a carreira, o goleiro pretende fazer um jogo de despedida, pelo Botafogo, no estádio Santa Cruz. Dentre os títulos conquistados por Doni, está o de campeão da Copa América de 2007 com a seleção brasileira. Na oportunidade, o goleiro foi um destaques daquele time ao defender cobranças de pênalti contra o Uruguai nas semifinais.

Problema diagnosticado

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Em julho de 2012, logo depois das férias, Doni chegou para a reapresentação do Liverpool dois dias antes do elenco. Durante um dos testes, o susto, explicado pelo próprio jogador.

- Estava em um dos exames e tive uma parada cardiorrespiratória. Fiquei 25 segundos desacordado e quase fui para "o outro lado". A partir daí, fui para Londres, fiz vários exames e constataram que eu não fiquei com nenhuma sequela. Depois me mandaram de volta para Roma, onde tem um dos melhores médicos da Europa, que cuidou de mim nos seis anos. Depois de outros exames, os médicos pediram para eu ficar mais alguns meses parados - comentou Doni, que não recebeu uma boa notícia de seu médico.

- Ele disse o seguinte para mim: "eu não posso te proibir de jogar futebol, mas não vou assinar uma liberação para você jogar. Eu te aconselho a não jogar mais". E nisso, ele falou que, com o tempo, eu posso voltar a praticar profissionalmente - declarou o jogador.

Passado o susto, Doni diz que não se sente mal em falar sobre o problema que teve, mas precisa respirar fundo antes de contar tudo o que ele viveu.

- Fiquei mal durante três meses, com dificuldades para dormir. Quem passou por isso sabe que é uma sensação horrível. Quando você volta, parece que ficou cem anos dormindo. Foi um período que me afetou psicologicamente, mas depois de uns meses passou, e agora está tudo normal - comentou o goleiro, que passou a ver a vida de outra maneira.

- É complicado falar. É um momento que você para e pensa. Acaba valorizando mais a vida, a família, os filhos, quer ficar perto dos parentes. Morar fora do país não é fácil, tem muito sofrimento para os familiares - finalizou.
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Re: Por onde anda ?

Mensagem por João Neto (Eng. Camin) » 14 Ago 2013, 02:17

jonas136 escreveu:Alguns jogadores que sumiram:
Madson baixinho que jogou no Santos
Adriano Michael jackson ex bahia e palmeiras
Val baiano.
Adriano "Michael Jackson" estava na China, e voltou no início do ano para o Bahia.

Sem oportunidades, foi emprestado esse mês para o Atlético-GO, para a disputa da Série B.

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Re: Por onde anda ?

Mensagem por CHarritO » 21 Ago 2013, 15:01

http://globoesporte.globo.com/futebol/n ... cesso.html

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Capitão do Flamengo no título da Copa do Brasil de 2006, quando tinha 24 anos, e convocado para a seleção brasileira na mesma temporada, Jônatas enxergava no horizonte um futuro brilhante profissionalmente. Porém, sete anos depois, ele olha para trás e percebe que sua carreira desmoronou. Longe do futebol desde 2011, quando tentou sua última cartada no Figueirense, o ex-volante vive em Fortaleza e revela aquela que considera a razão de seu declínio: o mau relacionamento com o pai. Com o incentivo da filha July, de quatro anos, ele garante que está pronto para voltar a jogar no início do próximo ano.

De acordo com Jônatas, a relação com o pai piorou à medida que seu sucesso aumentava dentro dos gramados.

- Tinha jogo em que eu fazia uma grande partida e queria sair antes de acabar porque aquilo já estava me deixando mal. Eu ficava preocupado com o que iam falar em casa, qual o problema que ia ser no outro dia: "Ah, não, é o filho queridinho, é o filho isso ou aquilo". Eu sofri demais com isso. Só queria jogar futebol e ver meus pais felizes em casa, mas isso não aconteceu. Meu pai não soube aceitar meu sucesso. Aquilo foi me atrapalhando dentro de campo porque meu pai ficou contra o meu sucesso - desabafou.

O drama entre os dois alcançou o ápice em dezembro de 2006, quando o pai sofreu um sequestro meses depois de Jônatas se transferir para o Espanyol. A relação desmoronou de vez. Para alguém que saiu de casa ainda jovem para fazer sucesso e ajudar a família, a rejeição paterna se revelou um duro golpe.

- Não me fez mal a Europa. Eu que não estava preparado para os problemas que eu já levei para lá. Depois do sequestro, ele achou que não era feliz porque eu era jogador de futebol, e aquilo mexeu demais comigo. Eu ainda tentei e teve um momento em que eu disse: "Não dá para mim. Tenho que procurar alguma ajuda pra sair dessa situação" - lembra.

Quando voltou ao Brasil, em 2008, Jônatas tentou retomar durante três anos a carreira, por Flamengo, Botafogo e Figueirense. No entanto, àquela altura já não existia a paixão pelo futebol. Em 2011, aos 28 anos, ele decidiu parar de jogar.

- Já estava entrando em campo e não tinha prazer de jogar futebol. Aquilo estava me fazendo mal dentro de campo, fora e em casa. E não deu certo - lembrou.

Após a aposentadoria, Jônatas se refugiou em casa, em Fortaleza, na companhia da mãe, da esposa e da filha July, de quatro anos. Evitou qualquer contato com o futebol e nunca quis dividir os problemas com os psicólogos dos clubes ou até em casa. Recentemente, optou por pedir ajuda, e há um ano faz tratamento para superar o trauma que atrapalhou o caminho dele no futebol. Porém, o ex-volante conta que a verdadeira mudança em sua vida aconteceu graças à pequena July, que, mesmo sem entender o que aconteceu, incentiva o pai a dar a volta por cima. Os grandes momentos na carreira estavam adormecidos na cabeça dele, mas hoje ele já lembra com saudade.

- A minha filha tem quatro anos só, mas, quando ela passa pelo Castelão, ela pergunta: "Papai, você vai voltar a jogar?". Aquilo mexe comigo e eu digo: "Papai vai voltar, você vai ter orgulho do papai". Hoje me sinto bem para poder voltar a jogar futebol e hoje te falo, do fundo do coração, que a única coisa que eu quero na vida é voltar a jogar. A felicidade que tive no futebol foi esse título da Copa do Brasil, em 2006. Era uma coisa que eu me cobrava, queria ser campeão pelo Flamengo e sendo capitão. Consegui - contou.

Em janeiro de 2014, ele pretende estar de volta ao mundo do futebol. Hoje com 31 anos, pretende retomar a carreira pela filha e até pelo próprio pai.

- Ele é uma pessoa importante na minha vida, mas não tinha noção das coisas que estava fazendo no momento em que eu mais precisava dele. Amo o meu pai, como amo a minha mãe, mas queria que ele soubesse que todos esses problemas que eu criei dentro do futebol foram porque eu estava preocupado com ele, querendo a felicidade dele. Ele não soube entender isso.
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Re: Por onde anda ?

Mensagem por André-Luiz » 25 Ago 2013, 18:59

Luto no futebol: ex-goleiro Gylmar dos Santos Neves morre aos 83 anos
Bicampeão mundial estava internado desde segunda-feira em São Paulo. Brasil também perde o ex-lateral De Sordi, da campanha de 1958

Um dia após a morte do ex-lateral De Sordi, o Brasil perdeu outro campeão mundial. O ex-goleiro Gylmar dos Santos Neves, titular nas conquistas das Copas do Mundo de 1958 e 1962 e ídolo de Santos e Corinthians, faleceu neste domingo, aos 83 anos. Ele estava internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, desde a última segunda-feira, quando sofreu um enfarte.

Gylmar se recuperava de um AVC (acidente vascular cerebral) sofrido em 2000. Desde então, o ex-atleta, apesar de lúcido, não andava e se comunicava com dificuldade.

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Considerado por muitos o maior goleiro do futebol brasileiro, Gylmar iniciou sua carreira profissional no Jabaquara, de Santos, mas em pouco tempo acabou se mudando para a capital, onde defendeu as cores do Corinthians entre os anos de 1951 e 1961. No Timão, conquistou três vezes o Campeonato Paulista e duas vezes o Torneio Rio-São Paulo.
Em alta no Parque São Jorge, Gylmar retornou para a Baixada Santista em 1962, quando acertou com o Santos e fez parte da equipe que encantou o mundo ao lado de Pelé e companhia.

Pelo Peixe, foi titular e peça importante no bicampeonato da Libertadores e do Mundial Interclubes, nos anos de 1962 e 1963. Além destes títulos, o ex-goleiro venceu também o Campeonato Paulista (1962, 1964, 1965, 1967 e 1968), o Torneio Roberto Gomes Pedrosa (1968), a Taça Brasil (1961, 1962, 1963, 1964 e 1965), o Torneio Rio-São Paulo (1963, 1964 e 1966) e a Recopa dos Campeões Mundiais (1968).

Em seu perfil oficial no Twitter, o Corinthians fez uma homenagem ao ídolo: "Um goleiro, um ídolo. Para muitos, o maior. Gylmar dos Santos Neves, eternamente dentro dos nossos corações. Descanse em paz".
Perdemos três bi-campeões do mundo em mais ou menos 1 mês. :(
ANDRÉ-LUIZ
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Moderador do sub-fórum "O Meu Negócio é Futebol" desde 11 de Maio de 2013 até 03 de Novembro de 2014.
Campeão do 14° Torneio GUF - Série B [2014].
Moderador Global do FCH desde 04 de Novembro de 2014 até 04 de Maio de 2015.
Ainda não sei dizer, o que me completa
Ainda não sei por que, eu te amo a beça
Mas de uma coisa eu sei
O que me faz falta é o seu amor

Ainda não decidiu se você vai ou fica
Eu só sei te incluir de vez da minha vida
De uma coisa eu sei
O que me faz falta é o seu amor

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Re: Por onde anda ?

Mensagem por CHarritO » 25 Ago 2013, 22:12

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De Sordi e Gilmar! Dois campeões mundiais morrendo em menos de um dia. :triste:
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Re: Por onde anda ?

Mensagem por CHarritO » 28 Ago 2013, 14:20

http://globoesporte.globo.com/sp/vale-d ... rande.html

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Atibaia é uma cidade do interior de São Paulo conhecida no futebol por abrigar equipes de ponta durante inter e pré-temporadas dos times brasileiros. É comum que equipes em fase turbulenta se concentrem na estância turística em busca de paz. O exemplo inspirou Boquita, volante revelado pelo Corinthians em 2009. Após uma cirurgia de hérnia inguinal, ele aceitou um convite para defender o Sport Club Atibaia, da Segunda Divisão (que equivale à Quarta Divisão) Paulista neste segundo semestre.

Boquita não nega. Aceitou o desafio em busca de paz para encontrar a melhor forma física. Em julho, chegou a ser sondado como possível reforço de Flamengo e São Caetano, mas, longe do condicionamento ideal, as negociações não avançaram. O atleta já tem pré-contrato assinado para jogar a Série A1 do Campeonato Paulista de 2014.

A evolução planejada por Boquita vem em etapas. A ideia é recomeçar do zero. Do Atibaia, o jogador ganha condicionamento físico para jogar o Paulistão por uma equipe que ainda é mantida em sigilo. No Estadual, o plano é se destacar e chamar atenção para voltar a defender grandes clubes do país. No currículo, Boquita carrega passagens por Corinthians, Bahia e Portuguesa, último clube pelo qual jogou.

- Tive oportunidade de conversar com algumas equipes, mas não deu certo pelo meu tempo sem jogar. Procurei o Atibaia para poder recuperar a minha forma física e ainda ajudar o time a subir de divisão. Meu pensamento é voltar para a minha forma física ideal, jogar o Paulista do ano que vem, pois já tenho uma equipe para defender, e depois pensar grande, em voltar para os grandes centros - disse o atleta.

O projeto de Atibaia é ousado. Fundado em 2005, o Falcão é um dos destaques da Segundona e tenta chegar pela primeira vez à Série A3 do Campeonato Paulista. Após uma goleada por 7 a 2, o time ganhou o apelido de Atibayern dos torcedores. Apenas um mês após sua chegada, Boquita se sente em casa.

- O mérito é deles por receber este apelido. Estão fazendo um bom trabalho, e o que quero é ajudar, já que eles estão me ajudando. Vou agregar de qualquer forma. Estou buscando paz para voltar ao meu melhor e também quero ajudar a equipe.
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Re: Por onde anda ?

Mensagem por Furtado » 22 Set 2013, 17:31

Muito interessante esta longa reportagem publicada na Zero Hora de hoje:
Jogadores sofrem com medos e dúvidas quando pensam em encerrar carreira
ZERO HORA

A todo momento aquela angústia retorna: Juninho Pernambucano pode estar dirigindo, escovando os dentes, treinando, acordando em casa. Mais cedo ou mais tarde ela aparece, inconveniente.

— É desagradável, incomoda muito. É uma dúvida que martela na cabeça: "Será que eu paro? Será que continuo?" Não sei bem o que fazer — conta o meia de 38 anos, ídolo do Vasco e de todos os clubes em que atuou.

Juninho ainda joga em alto nível, mas, como qualquer atleta de sua faixa etária, começa a pensar no que Paulo Roberto Falcão definiu como "a primeira morte". Falcão dizia que só o jogador de futebol morre duas vezes — a primeira, quando para de jogar.

Desaparecem os gritos da torcida, não há mais glamour na rotina, a imprensa muda de foco, os altos salários se acabam. E, com mais da metade da vida pela frente, o jogador vai fazer o quê?

— Sempre me preocupei muito com isso. Mas até hoje não sei direito — confessa Juninho.

O leitor pode pensar que, depois de ganhar fortunas, procurar trabalho é dispensável. Não é bem assim. O ex-zagueiro William, que defendeu o Grêmio e o Corinthians, viu tanto colega falindo que abriu uma consultoria financeira voltada para atletas.

Afinal, William ressalta, se o jogador quiser ele compra jatinho, helicóptero, lancha, mulheres, amigos e troca de carro cinco vezes por ano. Só que ainda terá quatro ou cinco décadas para viver, em um padrão de vida que certamente vai despencar.

— Essa questão da grana é a que mais me preocupa — garante Paulo Cesar Tinga, 35 anos, volante do Cruzeiro de origem pobre. — Ou eu guardo dinheiro, ou a coisa degringola ali adiante.

Tinga vive um "processo de desaceleração para diminuir a dor", é assim que ele chama. Como sabe que vai se aposentar em pouco tempo, no máximo em dois anos, tem evitado luxos e qualquer coisa que o relacione ao estrelato. Acredita que, assim, o baque emocional será menor. O primeiro exemplo parece bobo: nada de Twitter nem Facebook.

— Depois que eu parar de jogar, vou escrever o que no Twitter? Que estou jogando pingue-pongue com meu filho? Nenhum site de notícias vai repercutir essa bobagem.

Quando vai jantar com a família, sempre reserva mesa. Porque, se chegar sem marcar hora, sabe que o dono do restaurante fará o diabo para acomodá-lo — mas ele dispensa a mordomia, precisa se acostumar com um tratamento normal.

Tinga parou de frequentar programas TV, não aceita ingresso gratuito para familiar no estádio, circula a pé em Belo Horizonte. E, de uns tempos para cá, começou a jogar tênis para conhecer outro tipo de gente: advogados, médicos, jornalistas, gente que nem gosta de futebol.

— É que o futebol te enfia em uma bolha. Você só enxerga futebol, futebol, futebol — diz Gilberto Silva, do Atlético-MG, que aos 36 anos pensa em encerrar a carreira "no fim deste ano, talvez no ano que vem, quem sabe em 2015". — Não fomos treinados para pensar no depois.

Juninho, preocupado, ressalta a correria da rotina:

— A gente viaja duas vezes por semana, não tem sábado nem domingo, treina todo dia. Dizem que deveríamos fazer algo no tempo livre, mas ou você se dedica integralmente ao futebol, ou não consegue sucesso. E agora tem que pensar em outra coisa para fazer. É dolorido, é complicado.

Mas Gilberto Silva deu um jeito. Quando jogava na Grécia, aos 32 anos, entendeu que era hora de se preparar para o pós-carreira. Na concentração do Panathinaikos, abriu o notebook e se inscreveu em um curso online: Iniciando um Pequeno Grande Negócio.

Imprimiu as apostilas e, enquanto, os colegas zanzavam pelo hotel, o volante frequentava no computador as aulas ministradas no Brasil. Depois desse curso, decidiu fazer outro. E outro. E mais outro.

— Eu precisava buscar novos conhecimentos, visões diferentes. Como grande parte dos jogadores no Brasil, não tive muito estudo quando era jovem — conta Gilberto Silva, que foi estofador de sofás e agora é dono de uma incorporadora de imóveis em Minas Gerais.

Certa vez, ao falar sobre a dor de parar de jogar, Sócrates frisou que "não é o jogador que abandona o futebol, é o futebol que abandona o jogador". Ele se referia ao famoso peso da idade, que só chega aos 50, 60 anos para a maioria dos profissionais.

O meia Paulo Baier, maior artilheiro do Brasileirão na era dos pontos corridos — são 95 gols desde 2003 —, reconhece suas limitações aos 38 anos. Diz que, se treinar hoje, talvez amanhã nem participe do coletivo. Não consegue viajar sempre com o Atlético-PR, fica "destruído" (palavra dele) dois dias depois de qualquer jogo.

— É engraçado que, quando a gente joga em casa, eu enxergo de dentro do ônibus o torcedor chegando ao estádio e, se algum músculo estava doendo, nem sinto mais dor nenhuma. A adrenalina sobe, o cara se sente bem. Isso vai fazer falta demais — afirma Baier, que já conversa com a direção do Atlético-PR para assumir um cargo no clube em 2015.

O único entrevistado que jura nem pensar em aposentadoria é o gremista Zé Roberto, 39 anos. Diz que guarda o máximo de dinheiro que pode, reconhece que o físico clama por mais descanso, mas garante que vive um dos melhores momentos da vida.

— Ontem mesmo fui perguntar para o doutor se é possível reverter minha vasectomia. Me sinto tão completo, tão bem com a minha profissão, que estou pensando em mais filhos — sorri o veterano.

http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/espor ... 76938.html
NOTÍCIAS
ZERO HORA

Túlio Maravilha: viciado em futebol, seguirá jogando após Gol Mil


Entre um jogo e outro pelo inexpressivo Vilavelhense, clube do Espírito Santo que disputa a Série B do Campeonato Estadual, o quarentão Túlio Maravilha liga a TV e dá de cara com Neymar. Um sorriso leve lhe brota no rosto — e a voz surge um pouco abalada.

— Chamam de neymarzetes aquelas gurias em volta dele. Na minha época, eram as tulietes. Elas gritavam "eu te amo, amor da minha vida" e escreviam cartas com quilômetros de comprimento — ele começa a falar rápido, a saudade escorrendo de cada sílaba. — E um monte de seguranças formava corredores para eu passar no meio da galera, porque senão todo mundo me agarrava e me beijava à força. Era uma gritaria, uma histeria linda. Minutos depois, 80 mil pessoas cantavam no Maracanã lotado: "Túlio Maravilha, nós gostamos de você." Cara, isso faz uma falta...

Aos 44 anos, Túlio segue jogando. Não consegue parar, embora já tenha tentado: se elegeu vereador de Goiânia em 2009, mas dois anos depois abandonou o mandato para voltar aos gramados. Diz que o seu dom é estufar as redes, que nenhum outro objetivo poderia realizá-lo mais do que marcar mil gols.

Há anos ele busca esse Gol Mil com sofreguidão juvenil, como a meta da vida. Mas, agora que já marcou 999 vezes - as contas são dele mesmo —, inventa desculpas para continuar em campo:

— O gol 1.001 vai ser o Gol Bombril, que tem 1.001 utilidades. E já tenho em mente o nome para o gol 1.002.

Cristiane, a mulher de Túlio, não aguenta mais. Desde a década passada o casal vem pingando em cidadezinhas de norte a sul do país — porque apenas clubes pequenos aceitam o veterano centroavante, e os contratos são curtíssimos, às vezes duram três meses, às vezes três jogos.

Quando o marido jogou no Fast Clube, com sede em Itacoatiara, a 177 quilômetros de Manaus (AM), em 2006, Cristiane sofria com os piolhos-de-cobra que apareciam na porta de casa, desmaiava com o calor na academia de ginástica, emagrecia com a culinária exótica da região.

— Ela chorava, berrava, dizia "meu Deus, não preciso disso". Depois de um mês, voltou para Goiânia e me deixou lá, sozinho — recorda Túlio, um dos maiores heróis da história do Botafogo, artilheiro do Brasileirão em 1994 e 1995.

Túlio ganhou muito dinheiro naqueles tempos. Nega que sua insistência em jogar bola seja resultado de uma crise financeira. Pai de cinco filhos, ele enfatiza o confortável padrão de vida que usufrui em um condomínio de luxo — com lago artificial, quadra de tênis, sauna e campo de futebol — na capital goiana. A mulher dirige um Porsche Cayenne, ele guia um Hyundai Vera Cruz. Por isso Cristiane fica furibunda quando é empurrada para viver em qualquer grota.

Para disputar um amistoso certa vez em Manicoré, às margens do amarronzado Rio Madeira, Túlio precisou viajar de barco com o restante do time. Foram 14 horas enxergando a Amazônia por todos os lados, dormindo mal em uma rede atada entre um mastro e outro, atemorizando-se com rasantes de aves rapineiras. Sem supersalário, sem estádio lotado, sem ninguém gritando "eu te amo, amor da minha vida", por que Túlio continua?

— Quando quero parar, surge um clube com uma proposta. Isso mexe demais comigo, é difícil explicar. É como se fosse uma droga, um vício — conclui Túlio Maravilha, que pretende ser comentarista de TV. — Vai ser uma forma de ninguém me esquecer.

Arílson, o craque boêmio: gosto pela noite abreviou a carreira do meia


Arílson acordou esbaforido ao meio-dia: tinha perdido o treino da manhã. Bebera todas na noite anterior, não conseguiu sair da cama cedo. Naquela época, julho de 1996, ele jogava no Inter — um ano antes, havia conquistado pelo clube rival, o Grêmio, a Copa Libertadores e o reconhecimento como um dos meio-campistas mais habilidosos do país.

E agora estava ali, em Bento Gonçalves, sua terra natal, deitado na cama e olhando para o teto enquanto pensava em alguma desculpa para o técnico Nelsinho Baptista. Haveria outro treino à tarde no Beira-Rio: comeu qualquer coisa correndo e partiu para Porto Alegre, dirigindo seu recém-comprado Mitsubishi Eclipse, que ainda nem placas tinha. Era evidente que a polícia o abordaria na estrada.

— Eu era irresponsável. Nunca dispensava uma cervejinha, dormia tarde, saía demais à noite. Minha carreira foi abreviada por isso — reconhece o ex-atleta, hoje aos 40 anos. — Se eu levasse uma vida mais regrada, talvez estivesse jogando até agora, que nem o Zé Roberto (meia de 39 anos do Grêmio).

Como era de se esperar, naquele dia a polícia viu o Mitsubishi sem placas e parou Arílson na BR-116. Ele, que já havia faltado o treino da manhã, chegou atrasado ao coletivo da tarde, tentou mentir para o treinador, inventou um problema familiar, mas Nelsinho deu-lhe um pito tão veemente — "Da próxima vez, Arílson, ou você vai embora ou vou embora eu" — que o meio-campista prometeu para si mesmo: daria um tempo na gandaia.

— Só que eu tinha recaídas — ele recorda.

Arílson era um mão-aberta, vivia emprestando R$ 5 mil aqui, R$ 10 mil ali. Tinha (e ainda tem) bom coração, sempre quis o bem de todos. Lembra de uma vez em que, para ajudar um conterrâneo de Bento Gonçalves, comprou dele uma casa em São Paulo, mas até hoje o imóvel nunca apareceu.

Enquanto perdia dinheiro fora de campo, dentro dele percebia seu corpo sucumbindo à rotina de excessos. Vieram as lesões, uma série delas. E, antes dos 30 anos, Arílson já peregrinava por clubes pequenos.

— No Sampaio Corrêa (de São Luís, no Maranhão, em 2006), eu precisava recolher bosta de vaca do gramado antes de treinar. Me sentia humilhado. Já tinha passado pela Seleção, já tinha jogado na Europa. Esses clubes menores nem pagavam o meu salário — conta ele, lembrando da primeira vez em que desejou largar a profissão.

Desempregado em 2007, Arílson queria ser técnico, mas não sabia por onde começar. Topou uma proposta para estender a carreira jogando no Imbituba, à beira do mar em Santa Catarina: R$ 5 mil por mês. Mas logo pediu para baixarem seu salário. Aceitaria R$ 3 mil, desde que o restante fosse dividido entre um grupo de jogadores que, no horário inverso aos treinamentos, fazia bicos de pedreiro para garantir a janta.

— Não tínhamos nem preparador físico. O pessoal subia e descia as dunas para ganhar resistência, e eu ficava tomando chimarrão com o treinador — ele dá risada.

E foi lá mesmo, em Santa Catarina, que Arílson conheceu Sintia, sua terceira mulher, em uma festinha regada a cerveja. Também foi lá que recebeu o convite para enfim ser técnico.

Comandou o time juvenil do Imbituba e, hoje, é treinador da equipe sub-20 do Aimoré, de São Leopoldo. Enquanto conversava com a reportagem de Zero Hora, ele mandava o filho Adílson, de 18 anos — a outra filha é Pietra, de 15 —, comprar pão para o lanche do time.

— É importante passar por dificuldades, é assim que se trilha um caminho. Estou aqui para me preparar, um dia vou assumir um time maior. Mas quero avançar com calma, sem pressa — pondera Arílson, que desde os tempos de engraxate, quando era criança, só queria viver do futebol.

Sorondo e as lesões: o dia em que o zagueiro conheceu o fim da carreira


— Trabalho com isso há 30 anos e nunca tinha visto um atleta chorar tanto — conta o então diretor de futebol do Grêmio, Paulo Pelaipe.

Talvez não houvesse no mundo, naquele janeiro de 2012, jogador mais entusiasmado do que o uruguaio Gonzalo Sorondo. Embora fosse um zagueiro de expressão austera e estilo discreto — como costumam ser os zagueirões de 1m90cm —, ele relampejava de alegria com a nova fase que o aguardava.

Aos 32 anos, recém havia sido dispensado do Inter. Tinha um futebol acima da média, mas a sucessão de contusões parecia incontrolável: sofria com problemas no joelho, na coxa, no tornozelo, na clavícula — foram quatro anos no Inter e apenas 77 partidas. Sorondo nunca entendeu por que as lesões o perseguiam. Era um profissional dedicado, dormia cedo, nunca fumou, se alimentava bem.

— Não consigo explicar. Eu pensava: "Putz, eu me cuido, me esforço nos treinos, faço de tudo para me recuperar. Por que isso ocorre comigo?" — relembra ele, falando por telefone de Montevidéu.

Mesmo assim, o Grêmio quis pagar para ver. Agradecido, comovido com a oportunidade, Sorondo dormia toda noite repetindo "eles acreditaram em mim", "não posso decepcioná-los", "darei a volta por cima", "ganhei uma nova chance". Já nos primeiros treinos, na pré-temporada em Bento Gonçalves, o zagueiro ganhou a admiração do técnico Caio Júnior pela gana com que disputava cada bola.

E foi em uma dessas divididas, na manhã ensolarada de 7 de janeiro, que o jovem Leandro tentou driblá-lo na entrada da área. Sorondo, atento à jogada, virou o corpo para marcar o atacante: o tronco e o quadril obedeceram, partiram em direção ao oponente, mas o pé direito estacou na grama. Era o joelho pedindo socorro. Outra vez o joelho direito. Sorondo ainda nem estreara pelo Grêmio.

— Percebi na hora, tinha rompido os ligamentos. O que pensei foi: "Acabou a minha carreira, estou aposentado." — conta o uruguaio, a voz agora meio trêmula.

Naquele instante, quando sentiu a distensão, Sorondo não caiu. Manteve-se de pé, deixou o gramado caminhando, a cabeça erguida — não queria desmoronar de novo. Poucas horas depois, informado da situação pelos médicos, o diretor Paulo Pelaipe chamou o atleta em seu quarto, no hotel onde o grupo se hospedava na serra gaúcha. Ali, sim, o zagueirão veio abaixo.

— Ele soluçava de tanto chorar. Foi muito triste. Foi um dos momentos mais marcantes que vivi no futebol — afirma Pelaipe.

— É que eu queria muito continuar. Por mim e pelas pessoas que confiaram no meu trabalho — reflete Sorondo.

Em fevereiro deste ano, 13 meses depois da lesão no Grêmio, ele tentou retomar a carreira pelo clube que o revelou, o Defensor, do Uruguai. Mas só jogou três amistosos. Abandonou em definitivo os gramados em junho, aos 33 anos. Na sua casa em Montevidéu, onde mora com a namorada Florencia — os três filhos vivem com a primeira mulher —, Sorondo dá início à trajetória como empresário de futebol. Está agenciando quatro meninos que, em breve, pretende ver em grandes clubes.

Conforme Paulo Pelaipe, os garotos terão como modelo "um homem digno, profissional como poucos". Vão ganhar orientações de um zagueirão que era duro no campo, mas nem tanto fora dele.

João Gabriel: quando virou terceiro reserva, goleiro percebeu que futuro era como advogado


Não era uma maravilha o clima na concentração do Inter em 27 de setembro de 2002, quando o técnico Celso Roth, depois da janta, mandou chamar os dois goleiros ao seu quarto. João Gabriel e o reserva Luiz Müller já se preparavam para dormir.

— Amanhã é o Luiz que vai jogar — sentenciou Roth, sentado na cama, e João Gabriel sentiu a barriga gelar.

Percebeu que o ostracismo, a partir dali, era um caminho previsível. Afinal, o titular de verdade nem era mais — João Gabriel havia jogado com a camisa 1 por quase duas temporadas, mas perdera a posição para Clemer, que agora estava lesionado —, portanto, na prática, o técnico o empurrava para terceiro goleiro.

Voltou para a cama destruído, era como se uma rasteira o tivesse derrubado. Havia treinado duro a semana inteira, e aí, por decisão de uma única pessoa, seu futuro estava em risco aos 24 anos de idade? Achava uma injustiça.

No dia seguinte, com Luiz Müller no gol, o Inter perdeu para o Paraná por 2 a 1 no Beira-Rio. No banco de reservas, João Gabriel nem se dava conta, mas já começava a trocar de profissão.

Mesmo quando era titular do time, nunca deixou de frequentar a faculdade de Direito: estimulado pelos pais — um médico e uma enfermeira —, conseguia frequentar a Ulbra às segundas, terças e quintas, embora muita gente no clube nem soubesse das aulas.

— Não existia, e nem existe ainda, muito apoio para o jogador estudar. Eu ia tocando a faculdade como dava, porque a prioridade era o futebol — relembra o ex-goleiro, hoje aos 35 anos.

A campanha no Brasileirão era medonha: Roth foi demitido, veio Cláudio Duarte e, no ano seguinte, Muricy Ramalho. Não adiantou nada para João Gabriel — pelo contrário, só piorava. Havia três goleiros à sua frente, ele nem era relacionado para os jogos, nenhuma proposta de outro clube avançava.

Sem qualquer motivação, os treinos viraram um sacrifício. João Gabriel tornou-se um homem triste, não tinha mais empenho para brigar pela vaga que um dia fora dele. E resolveu aumentar o número de cadeiras na faculdade.

Atirado nos livros, o goleiro foi construindo aos poucos um grupo de amigos fora do ambiente da bola. A vida ganhava novo incentivo, até que o Mogi Mirim o convidou para disputar o Campeonato Paulista de 2005. Decidiu topar — já estava terminando o curso de Direito, só pediu para o presidente liberá-lo no dia da formatura.

— Eu queria ver se recuperava a ambição em outro clube. Precisava saber se o problema era o Inter ou era eu — recorda ele.

João Gabriel até foi bem no Mogi, mas a rotina de treinos, a preparação para os jogos — "A concentração é um saco, não tem nada para fazer: o cara pensa mais no que fará depois da partida do que na partida em si" —, tudo aquilo o irritava. Percebeu também que nenhum goleiro com menos de 1m90cm dava certo em grandes clubes. E ele só mede 1m84cm.

No último jogo, contra o São Paulo, sua mãe foi até Mogi Mirim assistir à partida. Foi dona Lídia quem levou João Gabriel pela primeira vez ao Inter, quando ele tinha nove anos — e ela agora queria presenciar a despedida do filho, aos 27.

Voltaram juntos para casa, em Porto Alegre, e no mês seguinte João passaria na prova da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A mulher, Thiana, engravidaria em seguida do filho, Eduardo.

— Não tive tempo para me arrepender. Sinto falta das brincadeiras com o time, do assédio da torcida, mas realizado de verdade eu estou agora — conclui o ex-goleiro, sócio de um escritório especializado em defender jogadores de futebol.

http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/espor ... 76558.html
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Re: Por onde anda ?

Mensagem por CHarritO » 08 Out 2013, 00:38

:band:



. Band Esporte Clube entrevista Alexandre Santos, o criador de Gol, o Grande Momento do Futebol.
Achei que ele já tinha morrido! :chocado:
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Re: Por onde anda ?

Mensagem por CHarritO » 23 Out 2013, 13:03

http://globoesporte.globo.com/rs/notici ... cador.html

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Henrique é tão ligado a Grêmio e Corinthians que, para assistir a um confronto dos dois clubes, fez algo capaz de mudar uma decisão tomada ao término da carreira de jogador de futebol: voltar a frequentar um estádio. Foi na semana passada, pelo Brasileirão, quando esteve pela primeira vez na Arena do Tricolor gaúcho, clube em que marcou época no fim da década de 1980 - no começo da de 1990, atuou no Timão. Às vésperas do embate decisivo dos clubes pela Copa do Brasil, esse gaúcho de 47 anos fica dividido na torcida, embora diga que é gremista, e ainda não sabe se estará presente novamente ao novo estádio gaúcho, nesta quarta-feira, dia que apontará o classificado à semifinal do torneio. Deve mesmo é assistir pela televisão em Venâncio Aires, no interior do Rio Grande do Sul, onde ganha a vida como uma espécie de "rei do aluguel". Curte a renda gerada pelo patrimônio adquirido na época de jogador fazendo as vezes de fazendeiro e pescador.

São imóveis residenciais e comerciais na cidade, a 130km de Porto Alegre, conhecida também por abrigar Mano Menezes antes de o atual treinador desempregado assumir a Seleção. Henrique planejou a vida pós-carreira detalhadamente e com inteligência capaz de causar inveja, embora tenha frequentado a escola apenas até o começo do 2º grau. Dá-se o luxo, então, de aproveitar a família, os amigos e a chácara que tem em Passo do Sobrado, cidade ao lado de Venâncio. Lá, cria gado. Mas refuta a ideia de fazendeiro. Ele tem o campo como uma espécie de hobby e aproveita a ida para outra paixão: pescar.

- Tive de abandonar os estudos cedo pela vida de jogador de futebol, mas sempre pensei no que faria depois. Tenho essa chácara, onde crio umas vaquinhas e pesco os meus peixes. É mais passatempo. Eu me dei conta que, sem uma formação, precisaria ter uma alternativa. Adquiri imóveis, é pouca coisa. Eu vivo do aluguel - contou o ex-atleta.

Antes do Botafogo-SP, Henrique defendeu Tokyo Verdy (Japão), Corinthians, União São João, Portuguesa e Grêmio, clube que o revelou. Os dois melhores momentos, fala sem dúvida alguma, foram no Timão e no Tricolor, embora tenha atuado ao lado de Roberto Carlos, ainda menino, para ajudar a levar o União à Série A Nacional.

- Toda a minha carreira foi boa. Desde o começo no Grêmio, onde fui campeão gaúcho. A geração era boa. Eram seis jogadores, comigo, na seleção sub-20. Isso nenhum clube jamais teve. E no Corinthians fui capitão e campeão da Copa do Brasil justamente contra o Grêmio. Foi assim que cheguei à Seleção principal - relembrou.

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Re: Por onde anda ?

Mensagem por CHarritO » 21 Nov 2013, 20:01



. Jardel no futebol amador no RS.
:lol:
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Re: Por onde anda ?

Mensagem por CHarritO » 26 Nov 2013, 20:22

http://globoesporte.globo.com/rs/notici ... ritmo.html

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Assim como sua despedida dos campos, a estreia na quadra também foi discreta. Assim, Daniel Carvalho se saiu na primeira experiência no futsal, na noite de segunda-feira, em Pelotas, na zona sul do Rio Grande do Sul. Defendendo o amarelo e azul do Pelotas, ajudou seu time a bater o Dunas por 5 a 4.

Aos 30 anos, Daniel Carvalho optou por dar um tempo no futebol e volta a sua terra natal. Culpou as lesões pela decadência na carreira. O último clube foi o Criciúma, do qual acabou dispensado em 16 de outubro. Muito por isso, a adaptação à quadra requer tempo.

- No futebol de salão, você entra e sai toda hora. Joguei bastante até. Mas é outro ritmo em relação ao campo - pondera.

Não só outro ritmo. É outro espaço. Um pouco deslocado em quadra, precisou algumas vezes da orientações de companheiros da reserva, que o indicavam onde se posicionar. Caso de cobranças de escanteio do rival, por exemplo.

Destaque do crescimento colorado no início dos anos 2000, Daniel Carvalho virou figura carimbada em seleções de base. Foi campeão mundial sub-20 em 2003, mesmo ano em que se transferiu para o CSKA Moscou. Lá, conseguiu grande destaque nas primeiras temporadas, como protagonismo do título da Copa da Uefa, hoje Liga Europa.

Foi convocado por Dunga ao Brasil em 2006, com direito a gol em amistoso. Chegou a retornar ao Inter em 2008, sem repetir as boas atuações. Passou pelo Oriente Médio, Atlético-MG, Palmeiras. Até dar um tempo na bola no futebol catarinense. Agora, o foco é uma bola mais pesada, nas quadras do interior gaúcho.
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Morre, no Rio, o ex-jogador Nilton Santos

Mensagem por Ruuki » 27 Nov 2013, 15:52

Morre no Rio o ex-jogador de futebol Nilton Santos
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O ex-lateral e ídolo do Botafogo Nilton Santos morreu vítima de uma infecção pulmonar na tarde desta quarta-feira (27), na Fundação Bela Lopes, em Botafogo, Zona Sul do Rio. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do clube. Ele foi bicampeão mundial pela seleção brasileira em 1958, na Suécia, e 1962, no Chile.

http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noti ... o-rio.html
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Re: Morre, no Rio, o ex-jogador Nilton Santos

Mensagem por CHarritO » 27 Nov 2013, 16:01

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R.I.P. :(

Rafinha e Fábio de luto!!!
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Re: Morre, no Rio, o ex-jogador Nilton Santos

Mensagem por Billy Drescher » 27 Nov 2013, 16:16

Foi um grande jogador. :reverencia:

Descanse em paz. :triste:
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Re: Morre, no Rio, o ex-jogador Nilton Santos

Mensagem por André-Luiz » 27 Nov 2013, 18:45

Mais um campeão do mundo se vai, um dos maiores ídolos da história do Botafogo e da Seleção Brasileira se despede...

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Moderador do sub-fórum "O Meu Negócio é Futebol" desde 11 de Maio de 2013 até 03 de Novembro de 2014.
Campeão do 14° Torneio GUF - Série B [2014].
Moderador Global do FCH desde 04 de Novembro de 2014 até 04 de Maio de 2015.
Ainda não sei dizer, o que me completa
Ainda não sei por que, eu te amo a beça
Mas de uma coisa eu sei
O que me faz falta é o seu amor

Ainda não decidiu se você vai ou fica
Eu só sei te incluir de vez da minha vida
De uma coisa eu sei
O que me faz falta é o seu amor

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