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Re: PT
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MensagemEnviado: 27 Nov 2017, 02:51 
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http://painel.blogfolha.uol.com.br/2017/11/27/simpatia-de-jovens-por-bolsonaro-preocupa-pt-sem-lula-eleitores-migram-para-o-deputado/

A simpatia dos jovens por Jair Bolsonaro tornou-se motivo de preocupação para o PT, que agora traça estratégias para minar o potencial do rival nessa fatia do eleitorado.

A sigla identificou que, sem Lula na disputa pelo Planalto, parte dos jovens que o apoia migra para o deputado.

Embora não faça sentido para os que ainda se aventuram na análise partidária/ideológica tradicional, o movimento, para o partido do ex-presidente, é prova do descolamento entre a sociedade e a política.

Em análises internas, petistas avaliam que entidades como a UNE, que antes faziam a ponte da legenda com os estudantes, perderam representatividade em parcela expressiva da juventude.

Para tentar reverter esse fenômeno, o partido tenta se reconectar a diretórios estudantis — onde o PSOL passou a ter forte presença.


--

https://www.oantagonista.com/brasil/o-tamanho-desastre-de-lula/

Os investigadores da Lava Jato em Curitiba, envolvidos no acordo de delação do grupo Andrade Gutierrez, também suspeitam de que a fusão e compra da Brasil Telecom pela Telemar em 2008 teve irregularidades e que o investimento público teve suborno como contrapartida.

“Para que o negócio desse certo, o Banco do Brasil e o BNDES tiveram de investir R$ 6,8 bilhões na nova empresa de telefonia, a Oi, criada na segunda gestão de Lula à frente da Presidência. O argumento de Lula para justificar o investimento é de que o país precisava de uma empresa de telecomunicações de porte, uma ‘supertele’, para fazer frente aos grupos estrangeiros. A dívida da Oi, de R$ 63,9 bilhões, revela o tamanho do desastre que foi a fusão dessas duas empresas.”

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Re: PMDB
MensagemEnviado: 27 Nov 2017, 02:54 
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A saída do secretário nacional do Consumidor, Arthur Rollo, do cargo, ocorreu depois de pressão dos ministros Eliseu Padilha, da Casa Civil, e Moreira Franco (Secretaria-Geral).

Ex-secretários da área da aviação civil, eles não gostaram das iniciativas dele em relação ao setor.

Arthur Rollo abriu investigação para verificar se os preços das passagens aéreas caíram de fato depois que as companhias aéreas passaram a cobrar pelo despacho de bagagens.

A medida descontentou os dois ministros do núcleo duro do governo de Michel Temer.

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Re: PMDB
MensagemEnviado: 27 Nov 2017, 11:47 
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Que rolo, hein? @homessa

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Re: PT
MensagemEnviado: 28 Nov 2017, 15:56 
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O problema desses "diretórios estudantis", é que não percebem ou não querem aceitar que são massa de manobra. Já foi-se o tempo em que esse movimentos defendiam direitos estudantis. Aquelas ocupações foram a gota da água, alguns nem sabiam porque estavam lá e seguiram.

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Re: PT
MensagemEnviado: 30 Nov 2017, 19:07 
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PT teme ligação com Cabral e Garotinho em caravana de Lula no RJ
Dirigentes do PT receiam lembrança de que partido participou ativamente das gestões dos ex-governadores e de Luiz Fernando Pezão

Por Estadão Conteúdo
30 nov 2017, 11h57

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-governador do Rio Sérgio Cabral (Reprodução/Reprodução)

Em conversas reservadas, dirigentes do PT dizem que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deveria cancelar viagem programada para o Rio de Janeiro, em dezembro. Eles querem evitar que seu nome seja associado aos dos
ex-governadores do Rio Sérgio Cabral (PMDB) e Anthony Garotinho (PR), ambos presos por suspeitas de corrupção.

Lula deve visitar as obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), um dos principais focos de corrupção na Petrobras investigados pela Operação Lava Jato, na caravana pelos estados do Espírito Santo e Rio, prevista para acontecer entre os dias 4 e 8 de dezembro.

Petistas alertam ainda para o risco de atrelamento da imagem do ex-presidente ao governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), que enfrenta uma crise financeira e administrativa sem precedentes na história do Estado. O PT apoiou e participou dos três governos. Um dirigente classificou a manutenção da caravana como “uma burrada sem tamanho”.

O coordenador do evento, Márcio Macedo, um dos vice-presidentes do PT, nega que a direção partidária tenha cogitado desistir da viagem. “Vamos mostrar que, nos governos Lula e Dilma, o Rio viveu seus tempos áureos”, disse o dirigente.

De acordo com Macedo, a visita ao Comperj tem como objetivo denunciar o abandono da obra em função da Lava Jato. “A obra tem de ser retomada”, conclui.

Anunciado em 2008 na esteira de euforia da descoberta do pré-sal como a mais ousada obra da Petrobrás e uma das maiores do país, o Comperj tinha previsão inicial de custo de 8 bilhões de dólares e geração de 200.000 empregos. Passados nove anos, os canteiros estão abandonados, 27 000 pessoas ficaram desempregadas, e o Tribunal de Contas da União (TCU) estima prejuízos de 544 milhões de reais em função da corrupção.

‘Legado’

Na viagem, marcada desde maio, Lula pretende visitar dez cidades em quatro dias. É a terceira caravana do petista neste ano. As primeiras foram pelo Nordeste e Minas.

O ex-presidente passará por universidades que tiveram investimentos nos governos petistas, obras gestadas nas administrações do partido e beneficiários de programas sociais, mas a maioria dos eventos é de caráter popular. “Esta é uma agenda de Lula com o povo”, disse Macedo.

No Rio, o petista vai se reunir com intelectuais e participar de um ato em defesa da educação na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), que atravessa grave crise financeira.

Segundo o coordenador da caravana, o ex-presidente vai destacar o legado dos governos petistas, em especial a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016, e comparar com o que chama de paralisia do governo Michel Temer (PMDB).

Ao contrário de outras caravanas, quando Lula se encontrou até com integrantes de partidos que votaram pelo impeachment de Dilma, não estão previstos encontros com políticos de outras legendas.

Lava Jato

Cabral, sua mulher, a advogada Adriana Anselmo, e outras cinco pessoas entraram na mira da Lava Jato por conta das obras do Comperj. Delatores da empreiteira Andrade Gutierrez disseram que pagavam mesada, que somou 2,7 milhões de reais ao ex-governador.

O próprio ex-presidente é alvo da operação e foi condenado pelo juiz Sergio Moro a nove anos e seis meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá (SP).
VEJA / ESTADÃO CONTEÚDO

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Re: PMDB
MensagemEnviado: 01 Dez 2017, 19:18 
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'Conseguiu estancar a sangria?', pergunta mulher a Jucá durante voo
https://noticias.uol.com.br/ultimas-not ... te-voo.htm

@Antonio Felipe

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Re: PMDB
MensagemEnviado: 06 Dez 2017, 15:20 
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Governo notifica agência que ‘nomeou’ Marun pelo Twitter
Coluna do Estadão
05 Dezembro 2017 | 05h30

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O governo notificou a empresa Click Mídia Interativa (atual Isobar) por ter postado no Twitter do Planalto, dia 22 de novembro, a informação de que o deputado Carlos Marun (PMDB-MS) seria nomeado ministro da Secretaria de Governo naquele dia no lugar do tucano Antonio Imbassahy. A nota ficou no ar alguns minutos até ser apagada pela empresa, que é responsável pelas mídias digitais da Presidência da República. O gestor do contrato escreveu que o post “expôs diretamente a Secretaria de Comunicação Social e o presidente Michel Temer nas redes da Presidência da República”. Naquela ocasião, o presidente discutia a reforma ministerial e acertava a troca no ministério, mas ainda não havia oficializado sua decisão.

Bronca. Na notificação por “descumprimento contratual”, o gestor Francisco Pinilla diz que foi “uma postagem irresponsável, sem checar a veracidade da informação, baseando-se apenas por especulações da mídia”.

. O episódio gerou constrangimento porque, na prática, o post demitiu o ministro Antonio Imbassahy e nomeou no seu lugar Carlos Marun. O tuíte levou vários parlamentares ao Planalto para prestigiar a “posse” de Marun.

Reincidente. A firma tem cinco dias para responder e pode ser punida até com multa. Em julho, foi advertida por ter deixado vazar senhas de redes da Presidência no Twitter.

Com a palavra. O secretário de comunicação digital e inovação do Planalto, Wesley Santos, disse que “a notificação é prevista em contrato e serve, entre outras coisas, para melhorar processos. A agência faz um excelente trabalho mas, como a operação é realizada por pessoas, erros ocasionais podem ocorrer”.
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Re: PMDB
MensagemEnviado: 06 Dez 2017, 15:42 
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PSOL quer cassação de mandato de Lúcio Vieira Lima
Coluna do Estadão
06 Dezembro 2017 | 05h30

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Foto: PMDB

Além do pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, de recolhimento noturno, o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) também deve enfrentar um processo no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. O PSOL vai representar no colegiado pela cassação do mandato do peemedebista acusado de lavagem de dinheiro e associação criminosa. “O caso de malas de R$ 51 milhões é bastante simbólico para a sociedade e achamos que a Câmara tem de agir, não só a Procuradoria”, enfatizou o deputado Ivan Valente (PSOL-SP).

Sempre eles. O último deputado cassado pelo colegiado foi o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, após pedido do PSOL.
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MensagemEnviado: 07 Dez 2017, 00:48 
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http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/stj-torna-reu-fernando-pimentel-por-corrupcao-e-lavagem-de-dinheiro/

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Em votação unânime, a Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) recebeu denúncia contra o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), no âmbito da Operação Acrônimo, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, em suposto esquema de favorecimento da Odebrecht em troca de vantagens indevidas, no âmbito do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), quando era o ministro da pasta.

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MensagemEnviado: 08 Dez 2017, 05:11 
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Em 2009, Lula era presidente do Brasil pela segunda vez e o ditador Muamar Kadafi ainda comandaria a Líbia por mais dois anos, antes de ser deposto, capturado e executado. Não é uma cena protocolar, como se observa no aperto de mão informal. A fotografia retrata dois líderes que se diziam “irmãos”.

Durante 42 anos, Kadafi governou a Líbia seguindo o protocolo dos tiranos. Coronel do Exército, ele liderou um golpe em 1969. No poder, censurou a imprensa, reprimiu adversários e impôs leis que permitiram punições coletivas, prisão perpétua, tortura e morte a quem contrariasse o regime.

Dinheiro líbio também financiou grupos terroristas e movimentos políticos em vários cantos do planeta.

Entre os que receberam recursos da ditadura líbia estavam, de acordo com o ex-minis­tro Antonio Palocci, o PT e seu líder máximo, o ex-presidente Lula.

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MensagemEnviado: 08 Dez 2017, 19:22 
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Pegou mal. Na Bahia, fotos de políticos que posaram ao lado dos irmãos Geddel e Lúcio Vieira Lima viralizam nas redes sociais junto à imagem dos R$ 51 milhões com o seguinte texto: “assinale a sua mala”.
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Re: PT
MensagemEnviado: 09 Dez 2017, 00:52 
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https://www.oantagonista.com/brasil/exclusivo-lava-jato-no-rastro-dinheiro-de-dirceu-ate-espanha/

O Antagonista mostrou que Gerson Almada (ex-Engevix) contou à Lava Jato que Milton Pascowitch teria viajado à Espanha para gerir supostas contas de Lula e José Dirceu.

Os investigadores já têm uma pista do dinheiro de José Dirceu em terras espanholas.

Relatório da PF sobre transações bancárias da JD Consultoria mostra que mais de um terço dos valores de suas “consultorias” para a EMS foi repassado das contas da JD Consultoria para as da Manzolli Consultoria, de Luiz Carlos Rocha Gaspar, velho amigo dos tempos da guerrilha.

A EMS foi a maior fonte pagadora da consultoria de José Dirceu, tendo repassado R$ 7,8 milhões ao ex-ministro entre 2009 e 2014.

Gaspar não mora no Brasil há alguns anos. Ele teve residência em Portugal e depois se estabeleceu na Espanha, residindo em Valência, mas com fazendas de gado em Toledo.

Pelo menos duas propriedades custaram mais de 3 milhões de euros.

Gaspar também tem negócios no setor de energia renovável, tendo se associado ao empresário Palmiro José Soriano Frasquet.

Aparentemente, as empresas de Gaspar não têm atividade.

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Re: PT
MensagemEnviado: 09 Dez 2017, 00:56 
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https://veja.abril.com.br/revista-veja/dentro-do-bolso-do-ditador/

Durante 42 anos, Kadafi governou a Líbia seguindo o protocolo dos tiranos. Coronel do Exército, ele liderou um golpe em 1969. No poder, censurou a imprensa, reprimiu adversários e impôs leis que permitiram punições coletivas, prisão perpétua, tortura e morte a quem contrariasse o regime. Dinheiro líbio também financiou grupos terroristas e movimentos políticos em vários cantos do planeta. Entre os que receberam recursos da ditadura líbia estavam, de acordo com o ex-minis­tro Antonio Palocci, o PT e seu líder máximo, o ex-presidente Lula.

A revelação de Palocci está contida na sua proposta de delação entregue ao Ministério Público. Segundo ele, em 2002 Kadafi enviou secretamente ao Brasil 1 milhão de dólares para financiar a campanha eleitoral do então candidato Lula. Fundador do PT, ex-­prefeito de Ribeirão Preto, ex-ministro da Fazenda do governo Lula e ex-­chefe da Casa Civil de Dilma Rousseff, Palocci esteve no centro das mais importantes decisões do partido nas últimas duas décadas. Condenado a doze anos por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, há sete meses ele negocia um acordo de delação premiada. Em troca de redução de pena, compromete-se a contar detalhes de mais de uma dezena de crimes dos quais participou. Um dos capítulos da colaboração trata das relações financeiras entre Lula e o ditador líbio — e tem potencial para fulminar o partido e o próprio ex-presi­dente.

Em sua proposta de delação, Palocci conta que, em 2002, recebeu uma missão: Kadafi disponibilizara 1 milhão de dólares, o equivalente a 4 milhões de reais na época, para apoiar a campanha de Lula. Cabia a ele, homem de confiança do candidato e também responsável informal pelas finanças do partido, cuidar da “internalização” do dinheiro. Em outras palavras, o ex-­ministro foi incumbido de encontrar um jeito de colocar o dinheiro dentro do Brasil sem chamar a atenção das autoridades nem deixar rastros de sua origem. Nos relatos entregues aos investigadores, os chamados “anexos”, o ex-ministro afirma que cumpriu a missão e promete exibir comprovantes da operação. Palocci pretende revelar os detalhes da transação — quem deu a ordem, quem intermediou, como o dinheiro chegou ao Brasil e de que forma ele foi utilizado — caso o acordo de colaboração seja assinado. É uma acusação tão grave que, se Palocci conseguir provar o que promete contar, o PT pode perder o direito de existir como partido.

A legislação brasileira diz que nem partidos nem candidatos podem receber recursos de “procedência estrangeira” — seja um cidadão, uma empresa ou um governo. A punição é o cancelamento do registro do partido. Diz Carlos Ayres Britto, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal e ex-presi­dente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), falando sem conhecimento do caso específico: “É uma questão de soberania nacional. Quando o partido recebe recursos do exterior, essa soberania fica precarizada. Por isso é que o partido sofre a sanção mais gravosa, que é a perda do registro”.

O PT, aliás, já é alvo de um pedido de cassação de registro por receber dinheiro do exterior. Em delação premiada, o ex-diretor da área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró disse que, em 2005, a Sonangol, estatal petrolífera de Angola, fez uma oferta de blocos de petróleo. A Petrobras pagou 300 milhões de dólares para explorar os campos, e parte do dinheiro, o equivalente a 40 milhões de reais, teria retornado ao Brasil para financiar a campanha de Lula à reeleição. Diante dessa revelação, o PSDB pediu a cassação do registro do PT. O caso, em fase inicial, ainda tramita no TSE.

Uma eventual punição ao PT pelo recebimento de dinheiro de Kadafi há quinze anos não tem como retroagir para mudar os desdobramentos de eleições passadas, mas pode provocar reviravoltas na eleição de 2018 — pois o crime de embolsar dinheiro de “procedência estrangeira” não tem prescrição definida. Especialistas ouvidos por VEJA ressaltam que, caso a operação seja comprovada, o registro do PT pode ser cassado. Um processo como esse, porém, poderia se estender por um longo período, porque demandaria produção de provas no exterior. Num primeiro cenário hipotético, se até meados de 2018 Palocci conseguir provar a interferência dos dólares líbios, a Justiça Eleitoral poderia concluir o processo em plena campanha. Isso significa que todos os petistas inscritos para concorrer em 2018 também teriam seu registro automaticamente anulado. “A eventual cassação de registro de um partido político a partir do sexto mês do ano da eleição inviabilizaria todas as candidaturas desse partido por falta de filiação partidária”, explica o ex-ministro do TSE Henrique Neves, falando em tese, sem conhecimento do caso em questão.

O segundo cenário, na avaliação do ex-ministro, ocorreria se a cassação do registro do partido se desse após a eleição. Nessa situação, os candidatos eleitos não perderiam o mandato e poderiam migrar para outras legendas. Líder nas pesquisas, o ex-­presidente não seria alcançado pela Justiça Eleitoral, mas não ficaria livre do fantasma de Kadafi. Dependendo do que Palocci revelar nos depoimentos, Lula pode responder a novos processos na Justiça comum, onde já foi condenado a nove anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro e é investigado em outros doze casos por corrupção, lavagem de dinheiro, tráfico de influência e organização criminosa.

Na realidade, os problemas de Lula com a delação de Palocci vão além do milhão do ditador. Em outro trecho de sua proposta de delação, Palocci narra o que ele descreve como ações de Lula para favorecer a Odebrecht e outras empreiteiras do petrolão. Em seus dois mandatos, Lula esteve com Kadafi pelo menos quatro vezes. Em 2009, foi à Líbia, ocasião em que saudou o ditador como “meu amigo, meu irmão e líder”. Palocci pretende contar o que sabe sobre o resultado desses encontros.

A partir de 2007, empreiteiras do petrolão instalaram-se na Líbia para tocar obras de infraestrutura. Só a Odebrecht tinha contratos de mais de 1,4 bilhão de dólares. “A Líbia tem grande potencial de geração de novos contratos e de investimentos”, festejou Marcelo Odebrecht, depois de uma visita às obras da companhia em Trípoli, em 2009. Na época, a empreiteira empregava 5 000 trabalhadores, que atuavam na construção do Terceiro Anel Rodoviário e dos novos terminais de passageiros do aeroporto da capital líbia. O dinheiro que a Odebrecht acabou repassando a Lula, segundo Palocci, era, em parte, uma retribuição à ajuda do ex-presidente para abrir o mercado líbio à empreiteira.

Em setembro, durante depoimento ao juiz Sergio Moro, Palocci assombrou o petismo ao revelar que houve “um pacto de sangue” entre Lula e a Odebrecht. Segundo ele, pouco antes de deixar o governo, em 2010, Lula acertou com o empresário Emílio Odebrecht um pacote de aposentadoria, segundo o qual teria à sua disposição um fundo de 300 milhões de reais, receberia uma remuneração regular disfarçada em forma de palestras e teria agrados pontuais, como a reforma de seu sítio em Atibaia. Em setembro, VEJA publicou uma parte inédita do cardápio oferecido pelo ex-­ministro aos investigadores da Lava-­Jato. Nele, Palocci garante que Lula sabia dos esquemas ilegais e construiu um belo patrimônio pessoal com dinheiro de corrupção. O ex-presidente, segundo ele, orientava como o dinheiro desviado da Petrobras deveria ser usado pelo PT — e reservava um quinhão para si. O ex-ministro afirma que levava pessoalmente maços de 30 000, 40 000, 50 000 reais para o ex-presidente.

Logo depois dessas revelações, Palocci divulgou uma carta na qual solicitava seu desligamento do PT: “Sei dos erros e ilegalidades que cometi e assumo minhas responsabilidades. Mas não posso deixar de destacar o choque de ter visto Lula sucumbir ao pior da política no melhor dos momentos de seu governo”, escreveu. Preso há catorze meses, Palocci aguarda o sinal verde dos procuradores da República para definir o seu futuro — e também o de Lula e do PT.

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Re: PMDB
MensagemEnviado: 09 Dez 2017, 20:18 
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Carlos Marun será o novo ministro da Secretaria de Governo
Sexta-feira, 08/12/2017, às 17:21, por Gerson Camarotti

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O presidente Michel Temer confirmou a integrantes da bancada do PMDB que o deputado Carlos Marun (PMDB-MS) será o novo ministro da Secretaria de Governo.

Ele substituirá Antonio Imbassahy (PSDB-BA), que pediu demissão nesta sexta-feira (8).

A expectativa é que a posse de Marun aconteça na próxima quinta (14).

À frente da Secretaria de Governo, Carlos Marun será responsável pela articulação política do governo. Caberá a ele a interlocução entre o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional.

O nome de Marun para o ministério já era cotado desde novembro e chegou a ser anunciado nas redes sociais do Palácio do Planalto.

A mensagem, contudo, foi logo apagada. Isso porque houve reação de Imbassahy, que ganhou uma pequena sobrevida no cargo.

A Secretaria de Governo

Como ministro, Marun terá como principal desafio neste ano a busca por votos a favor da reforma da Previdência Social.

A expectativa é que ele melhore o ambiente na bancada do PMDB e no "Centrão" a favor da reforma.

Há uma avaliação no Palácio do Planalto de que Imbassahy já estava inviabilizado na função por não ter interlocução com o "Centrão" e porque só conversava com uma parcela do PSDB.

Durante a análise da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer, inclusive, Imbassahy foi esvaziado pelo "Centrão", o que levou o chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, a assumir a articulação política.

Perfil

Integrante da "tropa de choque" que atuou na Câmara para barrar as denúncias da Procuradoria Geral da República contra Temer, Carlos Marun está no primeiro mandato como deputado federal e é o atual vice-líder do PMDB na Casa.

Marun também foi o presidente da comissão especial que analisou a reforma da Previdência.

O futuro ministro também integrou, entre 2015 e 2016, a "tropa de choque" que defendia o hoje deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) no Conselho de Ética da Câmara.

Repercussão no PSDB

Após a escolha de Marun para a Secretaria de Governo, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), ex-presidente interino do PSDB, avaliou que a saída de Antonio Imbassahy "já estava em tempo".

"Ele demorou demais e tomou uma decisão tardia, mas antes tarde do que nunca. Já existe, naturalmente, a saída do governo. Amanhã [9, data da convenção nacional do PSDB] nós não somos base do governo", disse.

Em seguida, o líder tucano da Câmara, Ricardo Tripoli (SP), afirmou que o desembarque do PSDB do governo, assim como a saída de ministros, são "página virada" e nem precisam ser discutidas na convenção.

"Para o partido, já era página virada essa questão da saída dos ministros. Acho que, aos poucos, vai se consolidando aquilo que o partido espera, que obviamente é não participar do governo, mas apoiar as reformas e medidas que são fundamentais para o Brasil", afirmou.
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Re: PMDB
MensagemEnviado: 10 Dez 2017, 03:05 
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https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2017/12/07/mpf-denuncia-picciani-e-outros-dois-deputados-por-corrupcao-na-alerj.htm

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O MPF (Ministério Público Federal) ofereceu denúncia ao TRF (Tribunal Regional Federal) da 2ª Região contra os deputados estaduais Jorge Picciani (PMDB), presidente licenciado da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), Paulo Melo (PMDB) e Edson Albertassi (PMDB), além de outras 16 pessoas. A ação da Procuradoria é derivada das investigações da Operação Cadeia Velha, desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro, que levou os três parlamentares para a prisão. Eles foram acusados de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Os investigadores dizem que os peemedebistas agiam no âmbito da Alerj para favorecer empresários de ônibus e empreiteiras e, em troca, eram beneficiados com propina. Segundo a denúncia, o chefe licenciado da Alerj recebeu ao menos R$ 88,2 milhões em propina em função do esquema. Segundo o procurador Carlos Aguiar, os valores eram pagos mensalmente aos três deputados do PMDB.

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